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Central de crimes cibernéticos recebe 2500 denúncias por dia

SaferNet concentra denúncias recebidas da América Latina e Caribe

Camille Dornelles - 01/07/2020 11h26

Denúncias de crimes cibernéticos ultrapassam 2500 por dia Foto: Pixabay

Golpes, roubo de informações, pedofilia, intolerância religiosa, racismo, incitação à violência, bulling, maus-tratos. Diariamente a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos recebe milhares de denúncias sobre estes crimes. Cerca de 2500 denúncias chegam até a central da América Latina e Caribe.

A central chamada de SaferNet é o ponto de concentração para todos esses países. Um software livre permite que o internauta acompanhe, em tempo real, o caminho percorrido pela denúncia. Um número de rastreio permite que o denunciante saiba qual foi o último setor que recebeu a informação.

Os responsáveis por apurar as informações são profissionais formados em Direito e Ciência da Computação e que são especialistas em práticas de hackers e combate a crimes cibernéticos.

Youtuber MarquesZero enfrenta investigações por apologia à pedofilia na internet Foto: Reprodução

COMO OS CRIMES SÃO APURADOS?
Ao se deparar com uma evidência de crime contra os Direitos Humanos na Internet, o internauta deve acessar o portal da SaferNet, clicar em Denuncie e enviar o link do site onde está o suposto crime. Não é preciso se identificar. Aqueles que se identificam têm os dados pessoais colocados em anonimato.

– Passam para a próxima etapa apenas os sites que nossos analistas constataram indício de crime contra os Direitos Humanos e cuja ação penal seja pública e incondicionada à representação, ou seja, quando a vítima é a sociedade em si, não apenas um de seus membros – explicam os responsáveis pela SaferNet.

Ou seja, não são apuradas pela central difamações, ameaças e cópia de identidades na internet.

– Comprovada a existência de indícios de crime, parte-se para o rastreamento das informações relevantes disponíveis publicamente na Internet com o objetivo de comprovar a sua materialidade e documentar os indícios de autoria. Vale ressaltar que não é feita qualquer ação de invasão ao meio investigado – apontam.

As informações coletadas pela equipe, então, passam para um relatório de rastreamento (chamado de notícia-crime), com base na legislação penal e processual penal em vigor no Brasil, para que se possa instaurar o processo formal de investigação policial. Se a denúncia contiver evidências relacionadas a sites hospedados no Brasil, este relatório será enviado às autoridades competentes para que se inicie o processo pelas polícias.

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