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Caso George Floyd e outros que acenderam manifestações

Protestos violentos da população reivindicam justiça e acusam autoridades de racismo

Camille Dornelles - 01/06/2020 10h05

George Floyd foi morto em abordagem policial Foto: Reprodução

A morte do cidadão norte-americano George Floyd, de 46 anos, na noite desta segunda-feira (25), não é a primeira que provoca protestos violentos da comunidade negra dos Estados Unidos.

Outras tragédias semelhantes também já provocaram manifestações contra o racismo e truculência de policiais, que costumam ser alvos de críticas de negros americanos.

Essas críticas fizeram surgir, em 2013, a campanha Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), após estatísticas mostrarem que a maioria das pessoas mortas a tiros por policiais eram negras. O Pleno.News separou cinco casos que provocaram ondas de protestos fortes e repercussão mundial. Cada um deles teve um desfecho diferente na Justiça, mas provocaram a mesma indignação na comunidade negra.

O CASO DE GEORGE FLOYD
A polícia de Minneapolis, no estado de Minnesota, afirmou que a ocorrência envolvendo George Floyd, de 46 anos, iniciou por volta das 20h de segunda-feira (25), quando policiais foram chamados para averiguar um homem que estava tentando usar documentos falsos em um estabelecimento.

Os policiais então encontraram Floyd, que parecia intoxicado, dentro de um veículo e ordenaram que ele saísse. Floyd teria resistido e, quando saiu do carro, foi colocado no chão sendo imobilizado pelo policial Derek Chauvin.

Este colocou o joelho no pescoço de Floyd que afirmou que não estava conseguindo respirar, terminando asfixiado alguns minutos depois. O caso foi filmado por presentes e paramédicos tentaram reanimá-lo, mas ele foi declarado morto em seguida.

Floyd era cristão e atuou em ações evangelísticas para expansão da igreja cristã na comunidade negra Third Ward, na cidade de Houston, Texas.

George Floyd (com a Bíblia na mão) entre colegas de um ministério cristão Foto: Reprodução

CASO TRAYVON MARTIN
Antes do início do movimento Black Lives Matter, o caso foi um dos mais repercutidos. No dia 26 de fevereiro de 2012, o estudante negro Trayvon Martin, de 17 anos, estava visitando a noiva de seu pai junto com ele em um condomínio fechado quando foi confrontado por um dos vigias noturnos. O confronto acabou em tiroteio e Martin foi atingido e faleceu no local, mas o vigia foi inocentado por agir em legítima defesa. A decisão da Justiça fez com que diversas manifestações e protestos ocorressem na Flórida.

Pais de Trayvon Martin em protesto por sua morte Foto: Wikimedia

CASO MICHAEL BROWN
Em 2014,o jovem Michael Brown, de 18 anos, foi morto após entrar em uma briga com um policial na cidade de Ferguson, Missouri. O seu assassinato culminou em diversos protestos violentos na cidade, que levaram a centenas de prisões. Mas o policial não foi indiciado pelo júri e se demitiu da polícia após o caso. Outros protestos voltaram a acontecer após a decisão judicial.

Protesto após morte de Brown Foto: Wikimedia

CASO ERIC GARNER
Parecido com o caso de George Floyd, o assassinato de Eric Garner, em julho de 2014, aconteceu por asfixia durante uma abordagem policial em Nova Iorque, Estados Unidos. Ele era suspeito de vender cigarros avulsos, que é uma prática ilegal. Ele foi então abordado e detido por um policial que o agarrou com um golpe conhecido como “gravata” no chão. Garner afirmou que não conseguia respirar, mas só foi solto após parar de se debater, desacordado. Sua morte foi registrada como estrangulamento. Os protestos aconteceram em várias cidades norte-americanas, repercutiu na imprensa internacional e chegaram a 50 só no mês de dezembro de 2014. O policial foi demitido cinco anos depois.

Morte de Eric Garner ocorreu em abordagem policial Foto: Reprodução

CASO BOTHAM JEAN
Uma policial matou a tiros o vizinho Botham Jean após entrar por engano no apartamento dele. Ela afirmou que achou que se tratava de um bandido que estava tentando roubá-la. Apesar de sua defesa, a policial foi condenada a 10 anos de prisão por homicídio culposo. O caso aconteceu no dia 6 de setembro de 2018, em Dallas, Texas, e repercutiu com diversos protestos e transmissão da mídia internacional sobre o processo do julgamento.

Morte de Botham Jean gerou protestos e julgamento foi midiatizado Foto: Wikimedia

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