Candidato em eleição que levou Putin ao poder comete suicídio
Dzhabrailov foi encontrado gravemente ferido em um hotel
Pleno.News - 02/03/2026 13h44 | atualizado em 02/03/2026 14h03

O empresário e candidato nas eleições presidenciais que levaram Vladímir Putin ao poder em março de 2000, Umar Dzhabrailov, cometeu suicídio com uma arma de fogo, segundo informaram nesta segunda-feira (2) meios de comunicação da Rússia.
Dzhabrailov, de 67 anos, foi encontrado gravemente ferido em um hotel no centro de Moscou e transferido às pressas para o hospital, onde faleceu, relataram diversos veículos oficialistas, entre eles a agência de notícias TASS.
Fontes policiais afirmam que o ex-senador pela República da Chechênia foi hospitalizado como paciente desconhecido, com um ferimento de bala na cabeça, segundo o jornal Kommersant.
Nos dias anteriores, Dzhabrailov havia gravado vários vídeos para suas redes sociais nos quais comentava os últimos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, evidenciando sua preocupação com os turistas russos no Oriente Médio, em particular nos Emirados Árabes Unidos.
Dzhabrailov, que foi o candidato menos votado em 2000 (com 0,1% dos votos), já havia tentado o suicídio em 2020 ao cortar os pulsos.
O polêmico empresário, que, na primeira década dos anos 2000, conviveu habitualmente em público com celebridades nacionais da época, bem como com políticos e oligarcas russos, foi expulso do maior partido político russo, o Rússia Unida, após efetuar vários disparos contra o teto no hotel Four Seasons em 2017, incidente pelo qual também foi multado.
Dzhabrailov enriqueceu após a queda da União Soviética, primeiro através de uma rede de postos de gasolina na região de Moscou e, posteriormente, pelo setor imobiliário, sendo proprietário de vários hotéis e centros comerciais, como o Radisson Slavyanskaya.
O empresário tinha sua entrada proibida nos Estados Unidos depois que um de seus sócios americanos, Paul Tatum, morreu baleado após denunciar ameaças de morte proferidas por Dzhabrailov.
Entre 2004 e 2009, representou a Chechênia no Senado russo e, em 2006, ocupou durante um ano o cargo de vice-presidente do governo da república do norte do Cáucaso.
Também foi próximo ao líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, com quem realizou a peregrinação à Arábia Saudita em 2004, embora especule-se que as relações entre ambos tenham se deteriorado devido à candidatura do irmão de Dzhabrailov nas eleições presidenciais antecipadas daquela região russa.
*EFE
Leia também1 Lula deverá ir à posse do novo presidente conservador do Chile
2 Nenhum brasileiro pediu ajuda para deixar o Irã, diz embaixador
3 Estados Unidos afirmam que operações no Irã "levarão tempo"
4 "Fogo amigo": Kuwait derruba três caças dos EUA por engano
5 Líbano classifica ataque do Hezbollah a Israel de "ato ilegal"



















