Bispos africanos se posicionam contra dar bênção a casais gays
Em muitos países da África a prática homossexual é considerada crime
Leiliane Lopes - 13/01/2024 19h16 | atualizado em 16/01/2024 15h56

Na última quinta-feira (11), os bispos católicos africanos expressaram descontentamento em relação à recente aprovação, por parte do Vaticano, de bênçãos a casais homoafetivos. Segundo os líderes religiosos, essa medida é considerada “inadequada” no contexto cultural do continente onde eles atuam.
A homossexualidade permanece ilegal em muitos países africanos, especialmente naqueles onde o islamismo é predominante. A Santa Sé, no mês passado, sob a aprovação do papa Francisco, permitiu a bênção de casais considerados “irregulares” aos olhos da Igreja, abrangendo divorciados e pessoas do mesmo sexo. Contudo, especificou que tais bênçãos deveriam ocorrer fora dos rituais litúrgicos.
Em um comunicado emitido em Acra, capital de Gana, o Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagáscar (Secam) reafirmou a posição da Igreja.
– A doutrina da Igreja sobre o casamento cristão e a sexualidade permanece inalterada – declarou o Simpósio.
E acrescentou que os bispos africanos consideram “inadequado abençoar uniões homossexuais ou casais do mesmo sexo na África”.
Segundo o comunicado, essa prática poderia causar confusão e entrar em contradição direta com o ethos cultural das comunidades africanas.
O Vaticano esclareceu que a medida não implicava qualquer alteração na doutrina e destacou a importância de manter a “prudência” em alguns países, considerando as diversas realidades culturais.
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