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Biden promete ao Brasil R$ 105 milhões em ‘kit intubação’

Movimento acontece após questionamento sobre a diferença na ajuda a países que sofrem com a Covid-19

Pleno.News - 04/05/2021 16h58 | atualizado em 04/05/2021 17h23

Presidente dos Estados Unidos Joe Biden prometeu ajuda ao Brasil Foto: EFE/EPA/Alex Edelman

O governo Joe Biden anunciou nesta terça-feira (4) que deve fornecer ao Brasil medicamentos para intubação de pacientes com Covid-19 no valor de 20 milhões de dólares (cerca de R$ 105 milhões). Segundo a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, os Estados Unidos, o Brasil e a Organização Panamericana de Saúde têm discutido a parceria para destinar ao país os medicamentos americanos.

Os EUA ofereceram à Índia sistemas de geração de oxigênio, além de equipamentos hospitalares, como respiradores mecânicos e insumos para produção de vacina. Segundo a Casa Branca, foram entregues suprimentos no valor de 100 milhões de dólares para a Índia enfrentar a crise sanitária atual.

– Esse apoio está sendo oferecido para compensar os surtos de abastecimento global e permitir que o Brasil receba medicamentos suficientes para atender às suas necessidades hospitalares imediatas. Então, esse é um esforço que está em andamento, ainda não foi finalizado, mas estamos trabalhando em parceria com o governo do Brasil – disse Psaki, em entrevista coletiva nesta terça-feira (4).

CASA BRANCA PRESSIONADA
A Casa Branca tem sido questionada sobre a discrepância na ajuda oferecida a países que sofrem com surtos de Covid-19. Analistas e imprensa estrangeira têm destacado o tratamento diferente dado ao Brasil e à Índia, por exemplo, com maior atenção, por parte da Casa Branca, à situação do Sudeste asiático.

O governo tem sido pressionado também a divulgar quais países irão receber as 60 milhões de doses de vacina da AstraZeneca que a Casa Branca tem para compartilhar com o resto do mundo.

Hoje, em evento organizado pelos centros de estudo Council of the Americas e Americas Society, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, afirmou que a “necessidade, e não a política” está sendo levada em consideração na decisão. Segundo ele, os países que “mais estão em perigo” devem receber as vacinas.

A porta-voz da Presidência voltou a dizer que o governo norte-americano ainda realiza um processo interno para decidir os países que irão receber as doses que foram requisitadas por países do mundo todo, entre eles o Brasil.

Com três vacinas contra Covid-19 atualmente disponíveis (das farmacêuticas Moderna, Pfizer e Johnson & Johson), o governo americano considera que não precisará das doses da AstraZeneca.

Hoje, o presidente Joe Biden anunciou a nova meta de vacinação dos americanos, com o plano de ter 160 milhões de pessoas no país imunizadas até o feriado de 4 de julho.

*Estadão

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