Biden: “Não há equivalência entre ações de Israel e Hamas”
Presidente criticou TPI por pedir a prisão de Netanyahu junto de líderes do grupo terrorista
Pleno.News - 23/05/2024 17h14 | atualizado em 23/05/2024 18h11

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reiterou, nesta quinta-feira (23), que não reconhece a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI) e que não há comparação possível entre o ataque do Hamas em 7 de outubro e a resposta de Israel.
– Não reconhecemos essa jurisdição. Simples assim. Não acreditamos que o que Israel fez seja comparável ao que o Hamas fez – disse Biden em entrevista coletiva conjunta na Casa Branca com o presidente do Quênia, William Ruto.
No início da semana, em comunicado, o político democrata chamou de “intolerável” e “vergonhoso” o fato de o procurador-geral do TPI ter solicitado a emissão de um mandado de prisão para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e os líderes do Hamas por crimes de guerra.
O procurador-geral do TPI, Karim Khan, solicitou na última segunda (20) mandados de prisão para Netanyahu e seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, bem como para o líder do Hamas, Yahya Sinwar, e de seu gabinete político, Ismail Haniyeh, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.
Os EUA não ratificaram o Estatuto de Roma que estabeleceu o TPI e tradicionalmente se opõem a várias investigações da corte.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse no começo da semana que “o Hamas é uma organização terrorista brutal” que, em 7 de outubro, “realizou o pior massacre desde o Holocausto e ainda mantém dezenas de pessoas como reféns”.
Para o governo dos EUA, a decisão do procurador do TPI “pode prejudicar” as negociações para um acordo entre Israel e Hamas para um cessar-fogo na Faixa de Gaza e a libertação dos reféns.
*EFE
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