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Bar incendiado na Suíça não teve fiscalização nos últimos 5 anos

Prefeito deu declarações durante coletiva, nesta terça-feira

Pleno.News - 06/01/2026 14h33 | atualizado em 06/01/2026 16h38

Incêndio em bar na Suíça pode ter sido causado por sinalizadores ou fogos de artifício Foto: MAXIME SCHMID / AFP

As condições de segurança do bar da cidade alpina de Crans-Montana, onde ocorreu o trágico incêndio no Réveillon, não haviam sido fiscalizadas nos últimos cinco anos. A informação foi confirmada, nesta terça-feira (6), pelo prefeito local, Nicolas Féraud.

Em entrevista coletiva, o responsável por essa localidade da Suíça reconheceu não ter nenhuma explicação sobre como e por que foi descumprida a norma que estabelece uma inspeção anual da segurança dos estabelecimentos públicos.

Segundo a regulamentação para a prevenção de incêndios, as inspeções periódicas são obrigatórias a fim de verificar o estado das instalações contra incêndios, o armazenamento de material combustível, o espaço livre ao redor de escadas e outras vias de evacuação, e o funcionamento de dispositivos para a extinção do fogo e sua localização.

Féraud, apesar da insistência de vários jornalistas, não conseguiu explicar como puderam passar cinco anos sem que nada disso fosse objeto de fiscalização por parte do serviço municipal responsável.

O prefeito garantiu não ter recebido nenhuma informação a respeito, nem tampouco sobre a presença de uma espuma acústica no teto potencialmente inflamável.

Nesta segunda-feira (5), tornou-se público um testemunho acompanhado de um vídeo no qual se vê, no mesmo bar, participantes da festa de Réveillon de 2019 para 2020 com várias garrafas de champanhe com sinalizadores acesos, e ouve-se o grito de um dos garçons pedindo cuidado para não queimar a espuma do teto.

Essas imagens são consideradas uma evidência de que se conhecia o perigo potencial de que esse material de isolamento acústico pudesse arder facilmente, mas Féraud assegurou que tal advertência nunca chegou ao seu conhecimento e que, se soubesse do risco, as disposições necessárias teriam sido tomadas.

O município de Crans-Montana constituiu-se como assistente de acusação na investigação criminal aberta contra o casal de franceses que administrava a casa noturna, uma decisão que tem sido questionada por advogados de famílias das vítimas devido à eventual responsabilidade penal que funcionários desta instância poderiam ter.

O bar Le Constellation solicitou em 2015 a autorização para construir um terraço externo coberto, mas, na época, o local pertencia ao município de Chermignon, que emitiu a permissão (o município de Crans-Montana foi criado em 2017, a partir da fusão deste com outras três comunas), conforme explicou Féraud.

No entanto, os gestores do estabelecimento não pediram autorização para obras realizadas no subsolo – onde o incêndio começou – porque a lei não os obrigava a fazê-lo, já que não se tratava de mudanças na estrutura do estabelecimento.

Por outro lado, o prefeito esclareceu hoje que as normas atuais não obrigam que, nas inspeções de segurança, sejam revisados os materiais utilizados nas instalações de estabelecimentos públicos como o Le Constellation, razão pela qual isso não foi feito.

*Com informações da Agência EFE

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