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Autor de tiros contra agentes da Guarda trabalhou para a CIA

Rahmanullah Lakanwal entrou nos Estados Unidos com permissão do governo de Joe Biden

Pleno.News - 27/11/2025 12h14 | atualizado em 27/11/2025 13h03

Ataque contra agentes da Guarda Nacional Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER

O suposto autor do ataque armado desta quarta-feira (26) contra dois membros da Guarda Nacional perto de uma estação de metrô em Washington, no qual ambos ficaram gravemente feridos, já trabalhou para a CIA, segundo informou nesta quinta (27) a emissora Fox News.

De acordo com o canal, Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos e cidadania afegã, esteve vinculado a várias entidades do governo dos Estados Unidos, incluindo sua Agência Central de Inteligência (CIA), devido ao seu trabalho como membro de uma força associada em Kandahar.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou à Fox News que a administração do democrata Joe Biden (2021-2025) justificou a ida de Lakanwal para os EUA em setembro de 2021, na sequência da retirada de Washington do Afeganistão, “devido ao seu trabalho anterior com o governo americano, incluindo a CIA”, como integrante da dita força associada.

Ratcliffe considerou que essa pessoa “e muitas outras nunca deveriam ter tido permissão” para ir aos Estados Unidos.

– Nossos cidadãos e membros do serviço merecem muito mais do que ter que suportar as contínuas consequências dos fracassos catastróficos da Administração de Biden – completou.

O ataque contra os agentes da Guarda Nacional ocorreu na entrada da estação de metrô de Farragut West, a 500 metros da Casa Branca e dedicada ao almirante David Farragut, que em vida foi o responsável por vitórias da União durante a Guerra de Secessão americana (1861-1865).

Lakanwal, que foi capturado pelas forças da ordem, havia obtido uma permissão de dois anos em 2021 para permanecer nos Estados Unidos, mas atualmente estava em situação irregular após a expiração do programa autorizado por Biden.

Os dois membros da Guarda Nacional estão em estado crítico e o ataque que sofreram, ocorrido na véspera do Dia de Ação de Graças, provocou uma reação imediata por parte das autoridades.

O presidente Donald Trump classificou o tiroteio como “um ato de maldade, um ato de ódio e um ato de terrorismo”, enquanto o secretário de Guerra, Pete Hegseth, anunciou que adicionarão mais 500 militares aos 2,5 mil que desde agosto já se encontram em Washington patrulhando a capital americana.

*EFE

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