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Argentina chega a 68 mil mortes pelo novo coronavírus

Segundo agência, país tem elevado número de infecções diárias

Pleno.News - 12/05/2021 16h43 | atualizado em 12/05/2021 16h48

Argentina chega a 68 mil mortes por Covid sem ver a luz no final do túnel Foto: Vick Bufano | Unsplash

A Argentina atingiu, nesta quarta-feira (12), a marca de 68 mil mortes por Covid-19, em um momento em que, apesar do progresso da vacinação, ainda não vê a luz no fim do túnel devido ao elevado número de infecções diárias e à situação caótica do sistema hospitalar.

Um total de 25.976 pessoas testaram positivo em apenas um dia, segundo o último relatório do Ministério da Saúde, principalmente na província de Buenos Aires (11.212 casos) e na capital (2.618), seguida de perto por Córdoba (2.546) e Santa Fé (2.192).

Desde o início da pandemia, a Argentina registrou 3,19 milhões de pessoas infectadas, das quais 268.422 ainda padecem da doença na atual segunda onda, o que deixou um número recorde histórico de casos positivos em 16 de abril, com um total de 29.472.

Já o número total de mortos está agora em 68.311, já incluídos os 490 óbitos deste último dia.

– As empresas funerárias tiveram um aumento muito significativo no último ano e meio – declarou Roberto Parella, do Grupo Latino-Americano de Serviços Funerários.

Ele acrescentou que, segundo sua experiência, o número de mortes aumentou entre 50% e 60% nesse período.

MAIS 4 MILHÕES DE VACINAS
Com 75,7% de ocupação de leitos de UTI na área metropolitana de Buenos Aires – o núcleo populacional mais afetado -, a notícia de que quatro milhões de doses da vacina AstraZeneca chegarão este mês abriu uma janela de esperança.

Nesta terça-feira (11), o governo de Alberto Fernández anunciou que em maio chegará o primeiro lote (3.960 milhões de doses) correspondente ao contrato assinado com o laboratório britânico em 2020 para receber 22,4 milhões que foram produzidas na Argentina e finalizadas no México.

Também neste mês, mais 861.600 doses serão recebidas da AstraZeneca/Oxford University através do consórcio Covax, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que países em desenvolvimento possam ter acesso a vacinas.

– Sem dúvida, este é o início de uma nova etapa depois de todo o esforço feito pelo governo nacional através de várias iniciativas para obter as vacinas – afirmou a ministra da Saúde, Carla Vizzotti.

Ela acrescentou que, se o calendário apresentado pela empresa for cumprido, “o rumo da segunda onda na Argentina será alterado”.

Para enfrentá-la, o governo mantém restrições em áreas de alto risco, como a proibição de circular à noite e o cancelamento de aulas presenciais, embora esta última não esteja sendo aplicada na capital devido à recusa do seu prefeito, o opositor Horacio Rodríguez Larreta, respaldado pelo Supremo Tribunal.

No meio da disputa política, Fernández enviou na segunda-feira (10) ao Congresso um projeto de lei que permitiria aos governos nacional e provinciais adotar medidas contra a pandemia e evitar que fossem contestados nos tribunais.

17% DA POPULAÇÃO VACINADA COM A PRIMEIRA DOSE
Na Argentina, com 45,8 milhões de habitantes, 7,86 milhões já foram inoculados com a primeira dose (17,17% da população) e 1.517.012 já receberam também a segunda dose (3,31%), principalmente pessoas com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde.

A campanha está sendo promovida principalmente com a russa Sputnik-V, mas também com a chinesa Sinopharm, a Covishield produzida na Índia com a tecnologia da AstraZeneca e as doses desta última empresa farmacêutica que já chegaram graças ao Covax.

A campanha de vacinação é justamente um dos principais pontos de discórdia política. Enquanto o governo defende sua gestão, o partido opositor Juntos pela Mudança a acusa de ineficiência e lentidão, e já há casos de cidadãos que optaram por viajar para os Estados Unidos para se vacinar.

A controvérsia agravou-se quando no domingo passado o ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019) anunciou que foi vacinado naquele país, onde viajou para participar de um fórum.

– Estando nos Estados Unidos pude verificar que as vacinas são aplicadas em qualquer lugar (…). Eu mesmo consegui receber a vacina de dose única da Johnson em uma farmácia. Recordemos que a Argentina poderia ter tido milhões de vacinas à sua disposição que não soube como negociar – escreveu o ex-presidente no Facebook.

Em fevereiro, depois da divulgação da notícia que pessoas próximas do governo tinham sido vacinadas com privilégios, Macri havia dito que não seria vacinado “até que o último dos argentinos em risco e trabalhadores essenciais” tivesse recebido uma dose.

– Enquanto os argentinos se arriscam a combater a pandemia, outros tiram partido dos seus privilégios em Miami – criticou ontem o atual chefe do Gabinete de Ministros, Santiago Cafiero.

Em defesa de Macri, a presidente do seu partido, Patricia Bullrich, disse que o ex-presidente “teve a oportunidade de se vacinar, mas sem levar a vacina de nenhum argentino”, uma clara alusão ao escândalo que afetou o governo.

*Com informações da Agência EFE

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