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Após processo, Miss Universo admitirá mães e grávidas

Advogada Gloria Allred celebrou vitória sobre o que chamou de "regra machista"

Pleno.News - 12/08/2022 09h40 | atualizado em 12/08/2022 14h01

Concurso Miss Universo Foto: EFE/EPA/Branden Camp

O concurso de beleza Miss Universo permitirá que mulheres grávidas ou que já deram à luz concorram em edições futuras. A decisão aconteceu depois que uma advogada especializada em igualdade de gênero entrou com uma ação na Califórnia.

– Lutamos para eliminar uma prática que discriminava muitas mulheres e conseguimos uma vitória não apenas para mulheres nos Estados Unidos, mas também em muitos outros países – afirmou a advogada Gloria Allred em uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (11) em Los Angeles.

Até então, tanto o Miss Universo quanto suas edições locais e nacionais não permitiam a participação de mulheres grávidas ou que tivessem dado à luz em algum momento de suas vidas ou que fossem simplesmente mães ou responsáveis ​​por um menor.

– Essa regra machista que vem sendo aplicada desde 1950 agora é história! – exclamou a advogada.

No início deste ano, Allred denunciou os organizadores do Miss Califórnia, a edição estadual do Miss Universo, ao Departamento de Habitação e Emprego Justo da Califórnia (DFEH), que decidiu abrir uma investigação porque a regra poderia violar a Lei dos Direitos Civis do estado.

A advogada decidiu enfrentar o famoso concurso depois que uma modelo, Andrea Quiroga, procurou seu escritório porque não pôde concorrer ao concurso por ter sido mãe anos atrás.

– Essas limitações privaram muitas mulheres, inclusive eu, de uma plataforma e oportunidade únicas de não apenas transformar suas próprias vidas, mas de retribuir ao mundo de uma maneira muito significativa – justificou Quiroga.

A modelo acrescentou que a regra enviou a “mensagem ridícula de que mães jovens não podem também ser rainhas da beleza”.

Apesar de a decisão das autoridades da Califórnia exigir apenas a alteração dos requisitos do evento em seu estado, a organização do concurso (de propriedade do conglomerado Endeavor) prometeu estendê-lo a todos os concursos da franquia.

Em nome das afetadas em outros países falou Veronika Didusenko, que em 2018 teve a coroa de Miss Ucrânia retirada depois que se soube que ela havia se tornado mãe aos 19 anos.

– Meu primeiro desejo foi simplesmente fugir dessa vergonha. Esconder, esquecer e começar a vida do zero. Meu filho, minha principal conquista e meu orgulho, foi o motivo de eu não ter fugido naquela época – declarou emocionada.

*EFE

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