Apesar de incêndio, cidade da Austrália é destino procurado

Perth apareceu em décimo lugar em ranking de interesse de turistas

Camille Dornelles - 21/01/2020 14h58

Cidade australiana de Perth está em 10º lugar no ranking Foto: Wikimedia. EFE/EPA/VINCE CALIGIURI

O turismo na Austrália foi afetado pelos incêndios florestais que devastam o país desde julho do ano passado. Segundo dados do Conselho Australiano de Exportação de Turismo (ATEC), o prejuíz chegou à casa dos bilhões de euros.

Mesmo assim, uma cidade australiana aparece no ranking das dez cidades mais procuradas para o turismo em 2020. Perth está localizada no encontro do rio Swan com o litoral sudoeste. Ela abriga o Kings Park, um enorme parque dentro da área urbana. A cidade chegou a ser ameaçada pela proximidade dos incêndios.

A lista foi gerada pela ferramenta Google Travel e coloca Perth em décimo lugar. À frente estão: Da Nang, Vietnã; São Paulo, Brasil; Seul, Coréia do Sul; Tóquio, Japão; Tel Aviv, Israel; Marselha, França; Viena, Áustria; Bangkok, Tailândia; e Dubai, Emirados Árabes Unidos.

PREJUÍZOS AO TURISMO DA AUSTRÁLIA
Estima-se que o setor de turismo tenha perdido R$ 12,9 bilhões. A indústria do turismo, 3% do PIB nacional, contribui anualmente com cerca de 130 bilhões de dólares australianos (cerca de R$ 372 bilhões) para a economia, dos quais 45 bilhões são provenientes do turismo internacional.

Parques naturais, estradas e até cidades costeiras e turísticas como Mallacoota, no sudeste da Austrália, foram fechadas ou isoladas devido à proximidade dos incêndios, que desde setembro já destruíram mais de 100 mil quilômetros quadrados de terra, quase do tamanho da Guatemala.

Para diminuir o impacto negativo sobre esse setor, o governo anunciou no último fim de semana um fundo de recuperação do turismo de cerca de US$ 52 milhões para proteger a economia do turismo e incentivar a chegada de visitantes.

A temporada de incêndios florestais, uma das mais severas e longas da Austrália, pode se estender até março, quando chega ao fim o verão, e até agora já causou a morte de 29 pessoas.

*Com informações da Agência EFE

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