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América do Sul: Líderes divergem após captura de Maduro

Argentina foi o único país a se posicionar a favor dos EUA

Leiliane Lopes - 03/01/2026 18h24 | atualizado em 05/01/2026 12h41

Lula e Javier Milei na cerimônia de transmissão da presidência do Mercosul Foto: Ricardo Stuckert / PR

Governos da América do Sul reagiram, neste sábado (3), à captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Enquanto Chile, Colômbia, México e Brasil condenaram a ação, Argentina celebrou a operação, e a Bolívia defendeu uma transição política na Venezuela.

Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro afirmou que o país busca preservar a paz regional e pediu que as partes evitem medidas que ampliem o confronto. Ele defendeu o diálogo e o uso de canais diplomáticos.

– A Colômbia reafirma o respeito à soberania, à integridade territorial e à solução pacífica de controvérsias – disse Petro, em publicação nas redes sociais.

O presidente do Chile, Gabriel Boric, também se posicionou contra o uso da força. Segundo ele, a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do multilateralismo, sem interferência externa.

– O Chile reafirma os princípios do direito internacional e a não intervenção – escreveu Boric no X.

A Argentina adotou posição oposta. Em comunicado oficial, o presidente Javier Milei afirmou celebrar a captura de Maduro pelos Estados Unidos e classificou o regime venezuelano como um inimigo da liberdade no continente.

Já a Bolívia divulgou nota em apoio ao povo venezuelano e defendeu o início imediato de uma transição democrática. O governo boliviano afirmou considerar a Venezuela um “narcoestado” e pediu o restabelecimento da legitimidade institucional.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente a ação americana. Para ele, o ataque representa violação do direito internacional e risco à estabilidade global.

– Atacar países é o primeiro passo para um mundo de violência e instabilidade – afirmou Lula, nas redes sociais.

A ação militar norte-americana aconteceu após várias indicações feitas por Washington que acusa Maduro de envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

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