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Alerta: Coronavírus provoca onda de notícias falsas

Fatos falsos sobre a doença foram esclarecidos

Pleno.News - 04/02/2020 17h04 | atualizado em 04/02/2020 17h20

À medida que o número de casos de coronavírus começa a crescer fora da China, as notícias falsas sobre a epidemia se espalham mais rápido que a própria doença, provocando um perigoso efeito secundário: a xenofobia.

Enquanto isso, representantes do país onde a doença surgiu, como o encarregado de negócios da embaixada da China na Espanha, Yao Fei, tentam combater a desinformação. Eles destacaram que o coronavírus não tem passaporte e que o inimigo comum da humanidade não são os chineses, mas sim o transmissor da patologia.

Alguns fatos falsos sobre a doença precisam ser esclarecidos. Confira, abaixo, algumas informações que rebatem fake news sobre o assunto:

NÃO É POSSÍVEL PEGAR A DOENÇA AO ABRIR UMA CAIXA
Uma mostra do crescente alarmismo e rejeição à comunidade chinesa é a advertência, que está sendo repassada tanto no boca a boca como pelas redes sociais, sobre o perigo de abrir caixas da AliExpress, a gigante de comércio do país.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) explicou, em um guia produzido para combater as falsidades que circulam sobre o coronavírus, que é seguro abrir pacotes que venham da China.

– Análises prévias mostram que o coronavírus não sobrevive durante muito tempo em objetos, como cartas ou caixas – afirmou a instituição.

A OMS destacou ainda que o vírus precisa se hospedar em um corpo vivo para sobreviver.

OPERAÇÃO NÃO CURA CORONAVÍRUS; DOENÇA NÃO CAUSA MORTE FULMINANTE
No Twitter, uma publicação que viralizou mostra um vídeo de um médico desmaiando enquanto supostamente operava um paciente que estava infectado com o coronavírus. A postagem que acompanha as imagens disse que a transmissão é imediata e causa morte fulminante.

Todas as informações são falsas. Em primeiro lugar, não é possível combater um vírus com uma cirurgia. A OMS explicou que a doença causada pelo novo coronavírus não tem um tratamento específico. Só há um protocolo para tratar os muitos sintomas.

Por outro lado, é certo que o principal risco é a facilidade de contágio, mas nenhum caso provocou uma morte imediata. A OMS disse também que existe um “período de incubação entre dois e dez dias”. Além disso, os primeiros sintomas, como febre, tosse e dificuldades respiratórias, não aparecem imediatamente.

Ao realizar uma pesquisa invertida dessas imagens, encontramos publicações de veículos chineses que atribuem o episódio a uma crise de hipoglicemia sofrida por um médico do país enquanto realizava uma operação. Não há nenhuma relação desse caso com o coronavírus.

O Beijing News afirmou que o médico se chama Hu Hang. Ele desmaiou no último dia 17 de janeiro enquanto operava um paciente no Hospital Popular do Condado de Zhenxiong, na província de Yunnan. A crise ocorreu, segundo a publicação, “devido à fadiga por trabalho prolongado”. Hang se recuperou rapidamente.

CRUZEIROS NÃO VETAM CIDADÃOS CHINESES
Outra postagem que está sendo divulgada pelo Twitter afirmou que a “organização mundial que apoia as grandes empresas de cruzeiros” vai proibir a entrada de cidadãos chineses nas embarcações.

A mensagem não é verdadeira. Na verdade, a Associação Internacional de Cruzeiros (CLIA) restringiu o embarque de qualquer passageiro, não importando a nacionalidade, que tenha visitado a China continental recentemente.

A decisão foi anunciada na última quinta-feira. O comunicado da entidade explica que proibiria o acesso aos barcos de “passageiros ou membros da tripulação que tenham estado nos últimos 14 dias na China continental”, uma medida de precaução que segue recomendações da própria OMS.

Algumas rotas ou viagens foram modificadas ou canceladas de acordo com as orientações das autoridades de saúde. As empresas Costa Cruzeiro e MSC suspenderam todas as viagens que sairiam de portos chineses.

*Com informações da Agência EFE

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