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Alemanha não vê riscos de outra dose no lugar da AstraZeneca

Estudos envolvendo a mistura de doses de vacina estão em andamento

Pleno.News - 07/04/2021 15h42 | atualizado em 07/04/2021 16h07

Alemanha diz que não vê riscos de dose alternativa no lugar da AstraZeneca Foto: Reprodução

O comitê consultivo de vacinas da Alemanha afirmou que não vê desvantagens ou riscos em dar a cidadãos mais jovens uma vacina alternativa no lugar da segunda dose da vacina da AstraZeneca. A declaração ocorreu após a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) confirmar uma “possível associação” entre o imunizante e casos raros de coágulos sanguíneos.

– Ninguém espera, de uma perspectiva imunológica, que haja uma desvantagem em receber uma segunda dose de outra vacina – disse Marianne Röbl-Mathieu, membro do comitê de vacinação.

Estudos envolvendo a mistura de doses de vacina estão em andamento.

Caso uma segunda dose se mostre ineficiente, uma terceira dose pode ser eficaz, acrescentou Röbl-Mathieu.

Christian Bogdan, também membro do comitê, disse não ter visto nenhuma evidência ligando outras vacinas aos raros distúrbios de coagulação do sangue.

Nesta quarta-feira (7), a vice-porta-voz do governo, Ulrike Demmer, afirmou que “todos os pedidos por um lockdown curto e uniforme estão corretos”, acrescentando que a Alemanha está vendo um número crescente de pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTIs).

– Precisamos de uma incidência estável abaixo de 100 – disse ela.

As declarações foram referentes ao número de casos ao longo de sete dias por 100 mil habitantes. Segundo o Instituto Robert Koch para doenças infecciosas (RKI), a taxa está em 110,1.

Dada a situação, a expectativa é que as medidas de bloqueio sejam estendidas bem além de 18 de abril, até que a implantação da vacina acelere nas próximas semanas.

Na última atualização desta quarta-feira (7), a Alemanha relatou 9.677 novos casos de Covid-19 e 298 mortes por Covid-19 em 24h.

Sobre a AstraZeneca, a Suécia afirmou que os benefícios do imunizante superam os riscos. Em março, o país havia interrompido o uso da vacina da farmacêutica britânica, após relatos de coágulos sanguíneos raros. No entanto, logo após, a Suécia retomou a aplicação para pessoas com mais de 65 anos.

– Defendemos esta conclusão de que os benefícios superam os riscos – disse Ulla Wandel Liminga, da Agência de Produtos Médicos, em entrevista coletiva.

Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que não espera mudar os planos do governo para relaxar as restrições da Covid-19, já que os reguladores de saúde recomendaram que pessoas com menos de 30 anos não recebessem a vacina AstraZeneca.

– Não acho que nada do que vi me leva a supor que teremos de mudar o roteiro ou nos desviar dele de alguma forma – disse Johnson.

Um estudo entre a China e a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a Covid-19 ainda não forneceu respostas confiáveis sobre como a pandemia começou, e investigações mais rigorosas são necessárias, com ou sem o envolvimento de Pequim, afirmou um grupo de cientistas e pesquisadores internacionais.

Em uma carta aberta, 24 cientistas e pesquisadores da Europa, dos Estados Unidos, da Austrália e do Japão disseram que o estudo foi contaminado pela política.

– O ponto de partida foi: vamos ter o máximo de compromisso necessário para obter o mínimo de cooperação da China – declara o documento.

O estudo conjunto, divulgado na semana passada, mostrou que a rota de transmissão mais provável para o vírus da Covid-19 envolve morcegos e outros animais selvagens na China e no sudeste da Ásia. Segundo a análise, a hipótese de vazamento de laboratório é “extremamente improvável”, afirmando que não havia “nenhum registro” de que algum laboratório tivesse mantido vírus relacionado à Covid-19.

*Estadão

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