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Alabama aprova lei que pune transição de gênero em menores

Legislação estabelece até 10 anos de prisão a quem prestar serviços médicos de transição de gênero a menores de 18 anos

Thamirys Andrade - 08/04/2022 09h43 | atualizado em 08/04/2022 10h23

[Imagem Ilustrativa] Foto: Pixabay
A Câmara dos Representantes do estado do Alabama, nos Estados Unidos, controlada pelos republicanos, aprovou, nesta quinta-feira (7), uma lei que criminaliza a transição de gênero em menores e se prepara para dar sinal verde a outras medidas semelhantes.

A lei aprovada, que precisa da assinatura da governadora Kay Ivey para entrar em vigor, torna crime punível com até dez anos de prisão prestar serviços médicos como tratamentos hormonais, bloqueadores da puberdade e cirurgias de mudança de sexo a menores de 18 anos.

Se entrar em vigor, o Alabama se tornará o terceiro estado americano a bloquear o acesso ao tratamento de transição de gênero para menores, depois de Arkansas e Tennessee, e o primeiro a criminalizá-lo.

Representantes estaduais têm outra lei pendente, semelhante à Don’t Say Gay da Flórida, que proíbe professores de falar sobre sexualidade e identidade de gênero nas salas de aula primárias, e também proíbe alunos trans de irem ao banheiro correspondente ao gênero com o qual se identificam.

Ambos os regulamentos seguem na esteira de uma série de medidas aprovadas ou propostas em estados controlados pelos republicanos nos Estados Unidos, que, nos últimos meses, também estão restringindo o aborto, nesse último caso liderados por Texas e Arizona.

A Casa Branca disse hoje que parlamentares republicanos “atacam crianças trans vulneráveis ​​por razões puramente políticas” em vez de se concentrar em questões como economia, Covid-19 ou saúde mental, segundo destacou a porta-voz presidencial, Jen Psaki, em entrevista coletiva.

– Tudo isso levanta uma questão importante: o que essas políticas estão tentando resolver? Pessoas LGBTQIA+ não podem ser apagadas ou mandadas de volta para o armário. Deveriam deixar as crianças do país serem quem são sem a ameaça de que seus pais ou médicos possam ir para a prisão por ajudá-las e amá-las – acrescentou.

*EFE

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