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Ação coordenada pela Interpol prende 1.209 cibercriminosos

Operação ocorreu entre junho e agosto na África

Pleno.News - 22/08/2025 15h11 | atualizado em 22/08/2025 17h13

Símbolo da Interpol Foto: Reprodução/YouTube Interpol

Um total de 1.209 supostos cibercriminosos foram presos em uma operação coordenada pela Interpol que ocorreu de junho a agosto na África, com a participação das forças de segurança de 18 países do continente e do Reino Unido.

A Interpol destacou em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (22) que as pessoas presas atacaram cerca de 88 mil vítimas, de acordo com os investigadores, que também conseguiram recuperar 97,4 milhões de dólares (R$ 527,4 milhões) e desmantelar 11.432 “infraestruturas maliciosas”.

A agência policial internacional ressaltou que a chamada operação Serengeti 2.0 recebeu o apoio do setor privado, com informações, orientação e treinamento que ajudaram os investigadores a identificar os supostos criminosos de forma mais eficaz.

Antes de a operação ser realizada, os agentes participaram de uma série de workshops práticos sobre diversas ferramentas e técnicas de inteligência de código aberto, criptomoedas e programas de fraude.

Em Angola, 25 centros de mineração de criptomoedas foram desmantelados. Neles, operavam 60 cidadãos chineses que se encarregavam de validar ilegalmente transações de cadeia de blocos para gerar moedas virtuais.

Na Zâmbia, foi descoberta uma fraude de investimento online em larga escala que, segundo as estimativas, teve cerca de 65 mil vítimas que perderam aproximadamente 300 milhões de dólares (R$ 1,62 bilhão).

Os golpistas atraíam as vítimas por meio de campanhas publicitárias nas quais lhes prometiam altos retornos se investissem em criptomoedas, para o que tinham que baixar vários aplicativos.

Graças a essa descoberta, 15 pessoas foram presas e diferentes evidências, como domínios, números de telefones celulares e contas bancárias, foram confiscadas. A Interpol ressaltou que as investigações continuam para tentar localizar colaboradores no exterior.

Na Costa do Marfim, os agentes desmantelaram uma fraude internacional de heranças que se originou na Alemanha, com a prisão do principal suspeito e a apreensão de diferentes bens, como aparelhos eletrônicos, joias, dinheiro, veículos e documentos.

Nesse caso, as vítimas eram enganadas para pagar taxas que supostamente serviriam para reivindicar heranças falsas. As perdas estimadas com esses procedimentos são de 1,6 milhão de dólares (R$ 8,66 milhões).

*EFE

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