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Ato representa uma pressão por mudanças no governo

Thamirys Andrade - 16/09/2021 13h52 | atualizado em 16/09/2021 14h02

Presidente da Argentina, Alberto Fernández Foto: EFE/Juan Mabromata

A derrota nas eleições primárias argentinas no último domingo (12) provocou uma crise interna no governo do presidente Alberto Fernández. Um total de cinco ministros e, ao menos, três altos funcionários decidiram entregar os seus cargos, por meio de cartas públicas.

O primeiro a renunciar foi o ministro do Interior, Wado de Pedro, seguido pelos chefes dos ministérios da Justiça, Martín Soria; da Ciência e Tecnologia, Roberto Salvarezza; do Meio Ambiente, Juan Cabandié; e da Cultura, Tristán Bauer.

Todos os nomes são ligados ao movimento da ala kirchnerista e possuem relação com o deputado Máximo Kirchner, filho da vice-presidente Cristina Kirchner. O ato foi compreendido como pressão sobre o peronismo para uma reforma ministerial que favoreça o kirchnerismo, com posicionamento mais à esquerda.

Após as renúncias, Fernández passou o dia reunido com os demais ministros. Ele ainda não se manifestou oficialmente sobre os pedidos, tampouco confirmou se os havia aceitado.

O povo argentino foi às urnas no último domingo para escolher os candidatos que disputarão a vagas na Câmara e no Senado, em eleições legislativas marcadas para o dia 14 de novembro. A aliança peronista Frente de Todos obteve 31,3% dos votos, ficando muito aquém do esperado. A coalizão de direita Juntos por el Cambio, por outro lado, obteve 40,2%. O resultado aponta para o risco de o governo perder sua maioria no Senado e a maior bancada na Câmara.

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