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País vive confronto entre as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (Fanb) e supostos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)

Pleno.News - 26/03/2021 11h21 | atualizado em 26/03/2021 11h32

Confrontos começaram no último fim de semana no estado venezuelano de Apure

O número de pessoas que fugiram da Venezuela para a cidade colombiana de Arauquita, devido a confrontos entre as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (Fanb) e supostos dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), aumentou nesta quinta-feira (26) para 3.961, segundo autoridades colombianas.

– O número é de 3.961 pessoas, das quais 2.563 são venezuelanas e fazem parte de 1.028 famílias. Este é o resultado desta incursão terrorista em território venezuelano que resultou neste deslocamento – denunciou o diretor da Migração Colômbia, Juan Francisco Espinosa, em comunicado.

Os confrontos começaram no último fim de semana no estado venezuelano de Apure, que faz fronteira com o departamento colombiano de Arauca, do qual Arauquita faz parte.

– É muito importante ter em mente que esta é uma situação que não ocorre na Colômbia. Ela ocorre em território venezuelano. Mas tem consequências para os irmãos venezuelanos que passam para o território colombiano tentando salvaguardar suas vidas – destacou Espinosa.

A Fanb relatou que entrou em conflito no último domingo com grupos armados irregulares colombianos em La Victoria, uma pequena área agrícola de menos de 130 mil habitantes em Apure, o que resultou na morte de dois soldados venezuelanos.

ESPALHADOS EM 15 ABRIGOS
Segundo a prefeitura de Arauquita, 15 abrigos foram instalados na cidade onde aqueles que fugiram estão sendo atendidos com a ajuda de organizações sociais e agências internacionais, como o escritório do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) na Colômbia.

Entre as pessoas que chegaram ao território, segundo a autoridade local, há 1.615 crianças, 16 mulheres grávidas, 109 bebês e 183 adultos acima de 60 anos de idade.

O diretor de Migração Colômbia disse que o Acnur entregou 60 barracas para os abrigos, enquanto a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) entregou alimentos e testes de coronavírus, que serão realizados em um integrante de cada família.

VIOLÊNCIA CONTINUA
O diretor da Human Rights Watch nas Américas, José Miguel Vivanco, disse hoje que a organização recebeu relatos confiáveis de abusos das forças de segurança venezuelanas contra pessoas em Apure que fugiram para Arauca.

– Estes relatórios são extremamente preocupantes considerando o terrível histórico do regime [de Nicolás Maduro] – denunciou Vivanco.

A diretora para a Colômbia do Conselho Norueguês para Refugiados (NRC), Dominika Arseniuk, alertou que as famílias continuam fugindo pela fronteira em busca de segurança, já que a violência na área não cessou completamente.

– As pessoas com quem falamos estão aterrorizadas e temem por suas vidas – advertiu Arseniuik, que deseja que os governos dos dois países enfrentem a emergência no menor tempo possível e garantam a proteção da população.

– Conclamamos a comunidade internacional a vir e apoiar o governo colombiano na resposta à crise – acrescentou ela.

*EFE

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