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Maternidades adotam nova tecnologia contra troca de bebês

Biometria neonatal em alta definição foi desenvolvida no Brasil e será implantada no Complexo Hospitalar de Niterói

Pierre Borges - 02/03/2021 18h09

biometria neonatal
Profissional da saúde colhendo as digitais de um recém-nascido Foto: Reprodução

A maternidade do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), Rio de Janeiro, é a mais nova a implementar a tecnologia de biometria neonatal. Trata-se de tirar a impressão digital dos dedos da mão ou da sola dos pés de recém nascidos, ainda na sala de parto.

Desenvolvida pela empresa brasileira Natosafe, a plataforma INFANT.ID faz captura, análise e exportação de digitais em alta definição desde o minuto zero de vida de uma criança. A solução é capaz de gerar um vínculo único entre recém-nascidos e mães e as informações coletadas são enviadas para as autoridades públicas. O scanner utilizado pela plataforma possui certificação da agência policial norte-americana FBI (Federal Bureau of Investigation).

Brasil registra 50 mil desaparecimentos de crianças e adolescentes por ano e cerca de 500 bebês são trocados nas maternidades do país anualmente

Segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o Brasil registra, pelo menos, 50 mil desaparecimentos de crianças e adolescentes por ano e de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), cerca de 500 bebês são trocados nas maternidades do país anualmente. Esses casos possuem poucas chances de identificação pela ausência de biometria com alta definição. Os números podem ser ainda maiores por causa da subnotificação.

A identificação biométrica também pode contribuir para a melhora no rastreamento de sequestros, abandonos, adoções ilegal e tráfico internacional para exploração sexual

A Portaria 248, publicada pelo Ministério da Saúde em fevereiro de 2018, prevê que as Declarações de Nascidos Vivos (DNV) devem ser vinculadas ao registro biométrico do recém-nascido e de sua mãe. Entretanto, o CEO da Natosafe, Ismael Akyiama, afirma que não havia, até então, tecnologia adequada para isso. Quando a medida foi adotada, os aparelhos utilizados para coletar os dados biométricos dos bebês eram parecidos com os utilizados por adultos, com a diferença de coletar informações da mão inteira dos recém-nascidos, já que os dedos ainda são pequenos demais.

A identificação biométrica também pode contribuir para a melhora no rastreamento de sequestros, abandonos, adoções ilegal e tráfico internacional para exploração sexual. O Brasil é o primeiro país a contar com a tecnologia que permite a captura, a análise e a exportação de digitais em alta definição de recém-nascidos.

O sistema desenvolvido em Curitiba, onde fica a sede da empresa, é o primeiro do mundo capaz de coletar impressões digitais com alta qualidade já nas primeiras horas de vida de um bebê e já foi adotado pelos governos de Goiás, Pernambuco, Mato Grosso e Santa Catarina.

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