Especialistas orientam pais a ter diálogo com seus filhos

Conversa e orientação teriam resultados melhores do que palmadas e castigos

Pleno.News - 04/12/2018 16h36

Especialistas apontam opções para que pais eduquem seus filhos de forma saudável Foto: Pexels

A Academia Americana de Pediatria (AAP) publicou um relatório que visa orientar os pais quanto a atitudes pouco eficazes na educação de crianças. Segundo os especialistas, gritar e envergonhar os filhos, além de não ser indicado também não é o caminho para o bom desenvolvimento de uma pessoa.

Evidências de um estudo recente revelaram que punições corporais, como palmadas e beliscões, podem causar problemas comportamentais, cognitivos, psicossociais e emocionais nas crianças. Entre a maneira não-física de punição está o ato de humilhar, ameaçar, menosprezar, assustar ou ridicularizar uma criança, que também gera sérias consequências.

No intuito de auxiliar pais e filhos a terem uma relação saudável, a academia tem pedido a pediatras que aconselhem os responsáveis sobre o assunto, indicando qual a melhor maneira de lidar com uma criança. Caso contrário, as crianças se tornarão adultos agressivos, com transtornos mentais, podendo apresentar até mesmo um comportamento abusivo.

Estratégias e disciplinas eficazes para crianças têm sido apontadas, segundo o estudo que defende que tapas e palmadas não são boas estratégias para ensinar e corrigir uma criança. Para os especialistas, embora esse tipo de atitude pareça funcionar, interrompendo de forma imediata um mau comportamento, a longo prazo o hábito pode ser prejudicial e ineficaz.

A AAP defende ainda que é necessário ensinar a pais e filhos conceitos e comportamentos como responsabilidade e autocontrole. Castigos, principalmente físicos, acabam por contribuir que a criança se torne violenta.

Os especialistas apontam que os pais devem impor limites aos filhos. Para o estudo, punições aumentam em um ambiente familiar onde há fatores estressantes, como problemas financeiros, abuso de substâncias (álcool ou drogas) e violência doméstica.

EXEMPLOS
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), punição corporal e física ocorre quando a força física emitida é destinada a causar algum grau de dor ou desconforto. Envolve bater com a mão ou com um objeto (chicote, cinto, sapato, colher de pau ou similar), bem como chutar, sacudir, atirar, arranhar, beliscar, morder, puxar o cabelo ou as orelhas, queimar, forçar a ficar em posições desconfortáveis ou ingerir qualquer elemento, como lavar a boca de uma criança com sabão ou forçá-la a engolir algo quente.

O primeiro país a proibir os castigos físicos contra crianças foi a Suécia, em 1979. No Brasil, a Lei da Palmada entrou em vigor em junho de 2014. O texto define castigo físico como qualquer “ação punitiva ou disciplinar aplicada com emprego de força física que resulte em sofrimento físico ou lesão” e considera “tratamento cruel ou degradante” como aquele que “humilhe, ameace gravemente ou ridicularize” a criança ou o adolescente, segundo informações da revista Crescer.

Em vez de gritos e palmadas, os pais são incentivados a dialogar com os filhos, apontando as consequências de um mau hábito. Os especialistas defendem ainda que a disciplina é melhor do que uma punição, pois funciona como um treino e um ensinamento, tendo como base o amor e a segurança.

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