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Urach desabafa: Não me senti assim nem na prostituição

Modelo comentou saída da Igreja Universal

Pierre Borges - 30/10/2020 15h08 | atualizado em 30/10/2020 16h51

Andressa Urach postou fotos nas redes sociais com repaginada no visual Foto: Reprodução

Na madrugada desta sexta-feira (30), Andressa Urach usou suas redes sociais para desabafar sobre sua saída da Igreja Universal do Reino de Deus. A modelo relatou no Instagram que se sentiu “um objeto descartável” e que não se sentia dessa forma nem ao trabalhar como prostituta.

Urach sofre com transtorno de personalidade boderline. Ela afirmou que havia parado de tomar remédios enquanto estava na igreja, mas que voltará a se medicar devido à crises que retornaram nesta segunda (26). Além disso, anunciou também que trancará a faculdade de jornalismo por não estar conseguindo estudar.

Na publicação, a modelo escreveu que se falasse tudo que aconteceu nesses últimos anos (em que estava na Igreja Universal), seus seguidores se escandalizariam e ela própria teria virado ateia. A modelo disse que sabe que Jesus não tem nada a ver com o que aconteceu com ela e que a obra de Deus é feita por pessoas falhas, mas que não consegue mais ir à igreja.

– A questão em pauta é… amo a igreja, mas não consigo mais ir na igreja, peguei ranço. – desabafou

Andressa afirmou ter sido excluída de grupos após deixar a instituição, fazendo-a se sentir como se tivesse “demônios”.

Urach também afirmou que pediu devolução das doações feitas à IURD e demonstrou incerteza quanto ao seu contrato com a Record, emissora de Edir Macedo. Ela disse que seu contrato vai até março do próximo ano, mas não descartou a possibilidade de ser demitida antes disso, como ocorreu quando ela desobedeceu a orientação que recebeu da instituição e se casou com Tiago Costa, pai de seu filho.

Apesar da decepção, a modelo deixou claro que não perdeu a fé:

– Graças a Deus, no hospital em 2014, estive de frente com a morte e passei por uma experiência pessoal com Deus e sei que Jesus é vivo.

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Gente eu não escondo nada de ninguém. Nos últimos meses passei por uma decepção tão grande,que literalmente rasgou meu coração, não consegui nem estudar, vou ter que trancar a faculdade de jornalismo, pois não tenho cabeça para pensar sobre isso. Dediquei meus últimos 6 anos da minha vida para Jesus como todos sabem, mas acabei me sentindo como um objeto descartável, nunca me senti assim nem no tempo da prostituição. Sei que Jesus não tem nada haver com isso e a obra de Deus é feita por pessoas falhas. Fui excluída de grupos fazendo eu me sentir como se eu tivesse “demônios” por deixar de fazer parte da instituição. Se eu falasse tudo que aconteceu cmg nesses últimos anos vocês se escandalizariam e eu teria virado ateia. Mas graças a Deus no hospital em 2014 estive de frente com a morte e passei por uma experiência pessoal com Deus e sei que Jesus évivo. Hoje como todos sabem tenho contrato com a Record aqui no Rio Grande do Sul e dependo financeiramente do meu salário e o mesmo vai até março do próximo ano. (Se eles não me demitirem até lá), como já fizeram da outra vez que estava em São Paulo quando desobedeci a orientação que recebi e casei com o pai do meu filho. A questão em pauta é… amo a igreja, mas não consigo mais ir na igreja, peguei ranço, pois falam que uma vez afastado ficamos 7 vezes piores do que quando chegamos. Então não quero ficar ouvindo isso! Isso está me fazendo mal. Não quero e não vou voltar a ser quem eu era. Estou voltando aos meus tratamentos psiquiátricos, pois sou uma boderline controlada. Enquanto estava na igreja estava tudo sobre controle, mas agora que não estou mais indo na igreja, voltei a tomar uns remédios para me acalmar e controlar minhas crises de ansiedade que voltaram essa segunda-feira. E preciso controlar minha impulsividade e principalmente a minha raiva! Conversei amigavelmente com a igreja para eles me devolverem as doações que fiz nos últimos anos, mas infelizmente não tive retorno ainda, não queria entrar na justiça. Mas não estou bem, estava vulnerável na época e não pensei no futuro do meu filho e muito menos no meu, estava em uma fase muito frágil e ainda estou,então vou voltar aos meus tratamentos

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