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Presidente da CBF e o papa se encontram em cruzada por paz no futebol

Ednaldo Rodrigues presenteou pontífice com camisas da Seleção Brasileira e recebeu palavras de incentivo

Pleno.News - 30/09/2022 14h58 | atualizado em 30/09/2022 15h22

Papa Francisco Foto: EFE/EPA/RICCARDO ANTIMIANI

Criado para alegrar os povos, o futebol vem se destacando negativamente nos últimos dias por causa de brigas em torcidas e o crescimento de atos de racismo e intolerância nos campos de todo o mundo. No Vaticano para o encerramento da Cúpula Internacional do Esporte, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, se encontrou com o papa Francisco.

Rodrigues presenteou o pontífice com camisas da Seleção Brasileira e recebeu palavras de incentivo na luta pela paz mundial no futebol.

Na visita ao papa, o presidente da CBF entregou duas camisas da seleção após o aperto de mãos. Ele também recebeu a Declaração do Esporte para Todos, um documento cujo compromisso é incentivar a integração da sociedade por meio do esporte, justamente um dos temas principais da Cúpula Internacional do Esporte, uma iniciativa do Vaticano.

Acompanhando as tristes cenas de brigas entre torcedores e mesmo racismo, como a banana atirada em direção a Richarlison no amistoso entre Brasil e Tunísia e os cânticos ofensivos contra Vini Jr., o papa Francisco chamou a atenção dos participantes das delegações mundiais alertando que o papel fundamental do esporte é na “transformação humana e para a necessidade da união de clubes, atletas e torcedores por um mundo melhor.”

– Quero parabenizar a iniciativa do papa Francisco e do Vaticano para esse olhar no esporte como fator de transformação. Estamos em uma cruzada contra o racismo, a violência e todo tipo de discriminação, para que o futebol seja instrumento de uma cultura de paz na sociedade – disse Ednaldo.

Rodrigues lembrou ainda o trabalho de outras entidades esportivas brasileiras que lutam pela inclusão e igualdade. Ele citou o Comitê Paralímpico Brasileiro e entidades regionais, comparando com o que implantou na CBF.

– Na CBF, também trabalhamos para que seja um vetor decisivo para inclusão de todos, com competições de pessoas com deficiência, indígenas e diversos setores muitas vezes marginalizados. A Declaração do Esporte para Todos vai nos dar ainda mais força para seguir nesta jornada. É fundamental que entidades esportivas, atletas e torcedores sejam chamados à responsabilidade para fazer a sua parte – disse.

*AE

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