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Pra. Giselli Louback: “O que eu menos queria era ser pastora”

Pastora falou sobre sua trajetória e como o casamento mudou sua visão

Camille Dornelles - 19/12/2019 14h04

Pastora Giselli Louback fala sobre como encontrar paz Foto: Reprodução

A especialista na área de cura espiritual, a pastora e escritora Giselli Louback Santos defende que conseguir a paz interior é um exercício que vem de dentro para fora. Ela acredita que estar em paz não depende do que acontece ao redor da pessoa, mas do modo como essa encara as adversidades e alegrias.

Em seu ebook Se Deixe em Paz, pela MK Books, ela oferece diretrizes para que a pessoa com aflições possa encontrar a tranquilidade. Ao Pleno.News, ela afirmou que as mulheres tem enfrentado uma cobrança excessiva da sociedade. Confira abaixo a entrevista completa.

Pleno.News Entrevista
Giselli Louback
por Pleno.News - 19/12/2019

O que te atraiu para falar sobre cura espiritual?
O mal do século é realmente a falta de uma cura espiritual na alma. Uma dependência de alguma coisa. As pessoas estão vivendo uma busca incansável, principalmente as mulheres, que vem tirando o centro do ser humano. Então as pessoas estão perdidas. Através de muitos gabinetes (pastorais) você percebe que muitos se encontram com falta dessa cura e sentindo falta de algo mesmo estando ali (na igreja) profetizando e dizendo que Deus está preenchendo a vida delas. Isso me motivou muito para que eu pudesse me aprofundar dentro do tema.

A senhora falou sobre as mulheres e que estão sendo mais afetadas por este “vazio na alma”. Por que a senhora acha isso?
As mulheres assumiram um posto, não só porque quiseram, mas o mundo atual tem feito uma cobrança incansável em cima das mulheres. Ela é cobrada de uma perfeição e ser mãe, esposa, profissional, dona de casa, amiga, filha… Em tudo o que ela fizer é cobrada uma perfeição. E tem sido roubada da mulher a essência, o porquê ela foi criada e a importância da mulher naquele meio em que é inserida. A cobrança excessiva tira dela o “ser eu”. Ela precisa “ser eu a mais”. O homem pode ser ele e desenvolver ele há anos, mas a mulher tem cobrança excessiva.

A senhora fez Enfermagem. Decidiu mudar de carreira? Como foi a mudança para o ministério pastoral?
Na verdade eu venho de uma linhagem de pastores, mas o que eu menos queria era seguir esse caminho. Porque o pastoreio é uma cobrança no mundo que vivemos e também no mundo espiritual. Você sofre ataques de várias áreas, então eu tive experiências através do pastoreio dos meus avós de que os membros cobram da família pastoral os super-heróis. Mas batia um desejo latente em mim em ajudar. Na Enfermagem há o poder de cuidar do paciente dia a dia. Ela trouxe para mim essa vivência que eu sempre quis, sempre desejei, e foi muito bom. A mudança veio quando eu casei com o pastor Junior Santos. Eu exercia a Enfermagem, o conheci. Com uma semana ele me pediu em casamento e dois meses e 18 dias depois eu estava casando no altar. Isso já vai para 12 anos e três filhos.

Nossa! E a coragem para fazer isso?
Eu não sei quem foi mais louco, se meus pais ou eu (risos). Mas Deus vem e derruba os nossos castelos e diz: “não são os seus, são os Meus desejos para a sua vida”. Quando eu fui acompanhar uma amiga recém-convertida para a igreja conheci o pastor Junior Santos. Ele tinha uma carreira, já era escritor com 24 livros lançados, programa na televisão e eu nunca tinha ouvido falar dele. No meu dia a dia de plantão em cima de plantão… Eu o conheci naquele dia, ele conversou com meus pais, jogou umas indiretas… E com uma semana ele estava lá na minha casa me pedindo em casamento. E foi um casamento que mudou a minha forma de enxergar o pastoreio e o que é ser um líder cristão.

Como é a relação entre vocês, ambos pastores e escritores? Vocês se intrometem no processo criativo do outro, fazem as pesquisas e escrevem juntos? Ou cada um tem um processo separado?
É muito interessante. Nós vivemos em meio a muitos livros, porque quem escreve gosta muito de saber informações. Porque você começa a pensar e a crer naquilo que te alimenta. Ele já tinha uma vivência e experiência maior do que eu. No início eu busquei muito o conhecimento dele, a gente debate muito para engrandecer o que estamos fazendo. Há uns quatro anos eu venho me dedicando ao meu primeiro livro, o Se Deixe Em Paz – Manual da Mulher Feliz. A minha filha, vivenciando aquilo, me chamou e disse que escreveu um livro. O livro dela tem uma página e se chama “Como Ser Feliz com Deus”. Veja como é importante o exemplo. Então a nossa relação é muito tranquila, eu tenho felicidade quando vejo esse retorno dos filhos me vendo e querendo ser aquilo… É muito legal ser exemplo para os seus filhos. Você não tem só que falar, tem que ser exemplo. Meu marido e eu estamos muito felizes de termos nossos filhos seguindo nossos passos.

Confira a entrevista completa no vídeo e podcast acima.

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