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Papa Leão XIV pede garantia de soberania e bem da Venezuela

Pontífice se pronunciou neste domingo sobre situação ocorrida no país sul-americano

Pleno.News - 04/01/2026 12h36 | atualizado em 05/01/2026 16h46

Papa Leão XIV Foto: EFE/EPA/VATICAN MEDIA

O papa Leão XIV afirmou, neste domingo (4), que “o bem do povo venezuelano deve prevalecer” diante de qualquer outra consideração, após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Em sua declaração, o pontífice defendeu a garantia da soberania e do Estado de Direito no país caribenho.

– Com o espírito cheio de preocupação, sigo o desenvolvimento da situação na Venezuela. O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e induzir a superar a violência e tomar caminhos de justiça e paz – disse Leão XIV, da janela do Palácio Apostólico após a oração do Angelus.

E prosseguiu:

– Garantir a soberania do país, assegurar o Estado de Direito inscrito na Constituição, respeitar os direitos humanos e civis de todos e de cada um – acrescentou o pontífice.

Além disso, o líder católico encorajou o trabalho “para construir juntos um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia, com especial atenção aos mais pobres que sofrem por causa da difícil situação econômica” do país sul-americano.

Leão XIV pediu orações pelo futuro da Venezuela e solicitou a intercessão da padroeira do país, a Virgem de Coromoto, e de seus dois primeiros santos, José Gregorio Hernández e Carmen Rendiles, canonizados por ele mesmo no último dia 19 de outubro.

O pontífice americano, que também possui nacionalidade peruana por seus anos como missionário e bispo e é grande conhecedor da América Latina, referiu-se em várias ocasiões e com a máxima cautela à Venezuela desde que foi eleito em conclave no dia 8 de maio do ano passado.

A última vez foi durante o voo de regresso de sua viagem ao Líbano, em 2 de dezembro, quando defendeu o diálogo e até “pressões econômicas” para favorecer uma mudança no país caribenho.

– Creio que é sempre melhor buscar formas de diálogo ou pressão, talvez pressões econômicas, mas buscando outra maneira para mudar, se é isso o que os Estados Unidos desejam fazer – declarou o pontífice, na ocasião.

Um mês antes, em 4 de novembro, de sua residência em Castel Gandolfo, voltou a advogar pelo diálogo para aliviar as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, em meio à operação de Washington contra navios do narcotráfico no Mar do Caribe.

Em setembro, pouco antes da canonização dos dois primeiros santos da Venezuela, a líder opositora María Corina Machado pediu ao papa para interceder pelos presos políticos no país sul-americano. Por outro lado, o tema é acompanhado com interesse em uma Santa Sé que tem o arcebispo venezuelano Edgar Peña Parra como o “número 2” de sua Secretaria de Estado, dirigida pelo cardeal Pietro Parolin.

*EFE

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