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Novo Testamento: Pesquisadores recuperam páginas perdidas

Equipe é liderada por professor da Universidade de Glasgow

Pleno.News - 03/05/2026 16h40 | atualizado em 05/05/2026 14h33

Bíblia (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/ K2 Production

Pesquisadores da Universidade de Glasgow, Escócia, anunciaram a recuperação de 42 páginas do que é considerado um dos mais relevantes manuscritos antigos do Novo Testamento. O material, que até então era considerado perdido, integra o Codex H, uma cópia em grego datada do século 6 das cartas atribuídas ao apóstolo Paulo.

A equipe de acadêmicos é internacional e é liderada pelo professor Garrick Allen, da Universidade de Glasgow.

Segundo o site da universidade, o manuscrito foi perdido quando foi desmontado no Mosteiro da Grande Lavra, no Monte Atos, Grécia, no século 13. Suas páginas receberam uma nova camada de tinta e foram reutilizadas como material de encadernação e folhas de guarda para diversos outros manuscritos. Atualmente, os fragmentos sobreviventes estão espalhados por bibliotecas na Itália, Grécia, Rússia, Ucrânia e França.

Embora o texto recuperado contenha trechos conhecidos das epístolas de Paulo, a descoberta oferece uma visão singular de como o Novo Testamento evoluiu e foi compreendido ao longo dos séculos. Ela lança nova luz sobre as pessoas que produziram e utilizaram o manuscrito, a maneira como as pessoas interagiam com seus textos sagrados e como os livros eram reutilizados após se deteriorarem.

Segundo o professor Allen, “considerando que o Códice H é um testemunho tão importante para a nossa compreensão das Escrituras cristãs, ter descoberto qualquer nova evidência – quanto mais esta quantidade – de como ele era originalmente é simplesmente monumental”.

Esse projeto foi possível graças ao financiamento do Templeton Religion Trust e do Arts and Humanities Research Council (Reino Unido), com a colaboração do Mosteiro da Grande Lavra.

Uma nova edição impressa do Códice H será lançada em breve e uma edição digital está disponível gratuitamente no site https://codexh.arts.gla.ac.uk, tornando essas páginas recuperadas acessíveis ao público e a pesquisadores pela primeira vez em séculos. As informações são da Universidade de Glasgow e do jornal O Globo.

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