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‘Não acredito que a Bíblia em papel vai acabar’, diz diretor da BV Books

Cláudio Rodrigues falou sobre desafios da produção artística cristã e Bíblia King James

Camille Dornelles - 22/11/2019 14h53 | atualizado em 22/11/2019 14h55

O empresário Cláudio Rodrigues está à frente de uma das principais editoras gospel do mundo, a BV Books. Ela é vinculada à BV Films e responsável por trazer ao Brasil várias obras inspiradas em filmes cristãos. As últimas obras lançadas são os livros Identidade, Iluminada, Reconhecido e o estudo bíblico Mais Que Vencedores, inspirados no último filme da Kendrick Brothers.

Ele defende que aqueles que trabalham com livros e filmes cristãos também fazem o papel de pastores. Ao Pleno.News, Cláudio falou sobre a indústria editorial cristã, sua trajetória de mais de 30 anos no ramo e a realidade da venda de Bíblias.

Pleno.News Entrevista
Cláudio Rodrigues
por Pleno.News - 21/11/2019

O que você tem sentido de transformação durante este período de três décadas?
É interessante que tudo vem mudando, passando por uma alteração. Eu sou ainda do tempo do 16 milímetros, que passou para o VHS, para o DVD e hoje estamos com a nuvem. Essa trajetória é muito importante e a cada década foi uma transição de mídia. Não sabemos o que vai vir à frente. Estamos antenados com tudo isso e soubemos fazer essa migração.

Como foi que a editora conseguiu fazer essa migração?
Sempre antenado com o que se passa lá fora do Brasil, como Estados Unidos e Japão. Por exemplo, na época do discão de vinil, as livrarias aqui ainda vendiam, mas lá fora já não se vendia mais vinil. E o que acontecia lá fora levava mais ou menos uns cinco anos para chegar ao Brasil.

'Não acredito que a Bíblia em papel vai acabar', diz diretor da BV Books

Diretor da BV Books, Cláudio Rodrigues, fala sobre mercado editorial cristão no Brasil, crescimento do cinema evangélico e sua trajetória no ramo.

Posted by Pleno.News on Friday, November 22, 2019

Como é a demanda de Bíblias, já que hoje temos muito a Bíblia no celular, nos aplicativos?
A Bíblia no celular a gente vê muito na igreja. Muitos jovens utilizando isso, mas eu não acredito que a Bíblia em papel, livro, vai acabar. Há pouco tempo eu fui na Europa e vi as pessoas lendo livros grossos de romance no trem. Então acho muito difícil a Bíblia em papel acabar. Ela em aplicativo vem em forma de divulgação do texto bíblico. E sempre chegam novas, como a que lançamos agora, a versão King James. Também teremos a Bíblia em aramaico, a de textos críticos no ano que vem, se Deus quiser.

O que você diria para os profissionais do audiovisual?
Um incentivo: continuem, mas não é fácil. Eu já tentei ir para este lado, mas não tinha a experiência e o conhecimento de ser um produtor. O grande problema que eu vejo em produtores amadores no Brasil é a continuidade da cena. Isso é fundamental. Comece com um documentário, com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça se vai muito longe. Mas continue. A mensagem do filme não é um entretenimento, é evangelística, espiritual.

Voltando para as Bíblias, fala um pouquinho sobre a King James, que foi lançada há pouco pela BV Books.
Eu aprendi muito. Foram quase oito anos desde a tradução até a publicação da versão King James (BKJ). A Bíblia tem mais mais de 3,5 milhões de letras, 750 mil palavras. Então, por favor nos perdoe pela digitação de uma letra errada. Foi uma experiência muito interessante, muito singela. A King James é um clássico da língua inglesa, porque o próprio rei, na disputa pelo trono da Inglaterra, decidiu revisar a Bíblia para que ela não puxasse para o lado católico e nem para o lado protestante. Então a publicação da BKJ foi um marco para nós, buscamos o texto de 1611 com atualização de 1769. Muitas pessoas não acreditavam, diziam que era um texto arcaico. E hoje é uma Bíblia amada, odiada e de referência.

Confira a entrevista na íntegra no podcast e vídeo acima.

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