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Téo Hayashi: “O The Send não é entretenimento gospel”

Colaborador do evento, o pastor falou sobre a mobilização global

Natalia Lopes - 05/02/2020 20h35 | atualizado em 06/02/2020 17h56

Téo Hayashi

Teófilo Hayashi, mais conhecido como Téo Hayashi, tem feito a diferença na sua geração. Pastor da Zion Church, em São Paulo, ele começou seu ministério há 20 anos como missionário da Jocum na Ásia. Três anos depois, Téo foi pastorear nos Estados Unidos.

Em 2008 sentiu que precisava trabalhar para o Reino no Brasil. Largou todos os planos, sonhos e um processo de cidadania. Téo e alguns amigos começaram o Movimento Dunamis com o propósito de trabalhar com jovens universitários. Em um dos ajuntamentos conheceu a esposa Junia, com quem tem dois filhos, Zack e Koa.

Neste sábado (8), o Brasil sediará a 2ª edição do The Send, um evento que acontecerá simultaneamente em três estádios. A 1ª edição aconteceu ano passado, em Orlando, nos Estados Unidos. Téo é um dos colaboradores do The Send e ao Pleno.News falou como é organizar uma iniciativa desse porte.

The Send, em Orlando Foto: Reprodução

O que significa o The Send para você?
É uma mobilização global que começou nos Estados Unidos e encoraja o jovem a viver de uma maneira missional, cumprindo a Grande Comissão e o IDE do Evangelho. Inicialmente, a visão era só para os Estados Unidos, mas ao longo do processo entendemos que era para as nações. O Brasil é o segundo país a receber e na sequência vai para a Argentina.

Como é realizar um encontro cristão dessa dimensão?
Os desafios são grandes. Inicialmente pensávamos em fazer apenas no Allianz Parque. Mudamos para o Morumbi, que é maior, mas com o desafio gigantesco de encher o estádio. Surpreendentemente, em menos de seis horas todo o estádio foi esgotado. Então partimos para dar vazão ao que Deus estava fazendo. Sabíamos que não tinha a ver com a gente, mas com algo soberano e uma fome espiritual do povo de Deus. No Allianz os ingressos esgotaram em três dias e agora estamos enchendo o Mané Garrincha, em Brasília.

Vocês se surpreenderam com o interesse das pessoas?
Não é uma proposta de entretenimento gospel, de simplesmente conferência evangélica. Mas, uma mobilização que vai empurrar o jovem evangélico a se comprometer com ações. Alguns vão abraçar a sua escola ou universidade como campo missionário, uns vão considerar a adoção de um órfão e outros vão dedicar suas vidas para serem enviados como missionários para uma nação que ainda não foi alcançada pelo Evangelho.

Você e a sua esposa pensam em adoção?
Eu e Junia pensávamos em adoção desde a época do nosso noivado. Mesmo antes de casarmos sentíamos que isso era algo que Deus tinha posto em nosso coração. Porém, entendemos que tem um tempo para tudo. Se Deus quiser, vamos adotar no futuro.

Téo, a esposa e os filhos Foto: Arquivo pessoal

Qual a sua expectativa para a primeira edição do The Send no Brasil?
Que venhamos ter uma onda de jovens se entregando ao campo missionário nas nações, nas escolas e nas universidades. Que as famílias evangélicas venham se engajar nessa causa de lidar com a criança e o adolescente vulnerável. Alguma coisa temos que fazer para mudar a sociedade. Algo espiritual que vá além de alimentar o próprio eu, mas que transforme a sociedade.

Você acredita que o evento vai ser marcante de que forma?
Eu creio que um avivamento genuíno carrega três fases. Primeiro, o despertamento dos santos, que tem a ver com a Igreja de Cristo voltando ao primeiro amor. Isso leva à segunda fase, a colheita dos perdidos, onde nos atentamos a evangelismo, missões e plantação de igrejas. Quando os perdidos são alcançados, entramos na terceira fase, a transformação social. Nesse momento vemos que aquilo que Deus está fazendo dentro da igreja vai além das quatro paredes e começa a entrar em todas as esferas da sociedade.

Os ingressos baratos foi um fator primordial?
Os ingressos têm preços acessíveis para alcançar o máximo de pessoas. Cremos que o The Send é para a nação independente de classes sociais e poderes econômicos. Estamos entrando no evento em negativo e pela graça de Deus cremos que durante o momento de oferta vamos conseguir pagar as contas. Entendemos que algo dessa dimensão requer um passo de fé e não é dinheiro que vai nos impedir de sonhar.

Como você está há três dias do maior The Send já realizado?
A minha sensação é de fé, empolgação, alegria, mas também de muita sobriedade. Entendendo que dia 8 vai ser um marco histórico. Porém, o que vai mais contar é o que faremos depois. Vamos fazer compromissos e o que me ocupa a mente e o coração é que Deus nos dê graça para sermos fiéis e honrarmos esses compromissos. O pós-evento é que legitimiza toda mobilização do evento em si.

*O Pleno.News estará nos estádios fazendo a cobertura do evento.

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