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Cofundador da Portas Abertas revela os novos desafios da fé

Atualmente temos mais de 360 milhões de cristãos perseguidos no mundo

Leiliane Lopes - 08/05/2023 16h40 | atualizado em 08/05/2023 17h24

Johan Compangen cofundador da Portas Abertas Foto: Portas Abertas

Há 55 anos, Johan Companjen aceitou o convite do Irmão André para trabalhar dando apoio aos cristãos perseguidos pelo regime comunista que dominava a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS- 1922-1991). Os amigos holandeses trabalharam arduamente para levar Bíblias, encorajamento e palavras de consolo para os cristãos que passaram a sofrer perseguição em nome daquele regime.

O Irmão André, falecido em 2022 aos 94 anos, se tornou o “contrabandista de Deus” após visitar a Polônia e ver jovens marchando e dizendo que conquistariam o mundo para o comunismo. Naquela hora, ele se lembrou das palavras de Jesus: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho para toda criatura”.

Cinco décadas depois, o mundo enfrenta outros inimigos da fé, tornando cada vez mais necessário que as igrejas apoiem a causa dos mais de 360 milhões de cristãos que sofrem perseguição em vários países do mundo.

Companjen, 77 anos, esteve neste sábado (6) na Igreja Batista Boas Novas no culto de celebração pelos 45 anos da Portas Abertas Brasil. Ao Pleno.News, ele falou sobre os desafios atuais da Igreja Perseguida e encorajou as igrejas brasileiras a se envolverem nesta causa.

Johan Companjen concede entrevista ao Pleno.News Foto: Portas Abertas

– Um dos maiores desafios é o islamismo que tem se tornado muito agressivo. Tem muito suporte financeiro saindo do Oriente Médio. No meu país, a Holanda, e em toda a Europa, o islamismo tem ficado muito forte e, por outro lado, a Igreja está ficando mais fraca – declarou.

A Europa tem visto o declínio do cristianismo nas últimas décadas com o aumento do secularismo que, para o cofundador do Portas Abertas, é o segundo maior desafio da Igreja atualmente.

– Quando falo de secularismo, me referido ao que eles chamam de liberdade. Todo mundo se sente livre para fazer o que quer e as pessoas fazem coisas estranhas. Até mesmo os que antes iam para a igreja e hoje não vão mais. Eles dizem que os cristãos são malucos, mas eles que estão fazendo coisas estranhas – comentou.

Companjen se mostra surpreso ao dizer que em seu país, antes majoritariamente cristão, agora existem muitos adeptos de religiões orientais, sem contar a maioria que é formada pelos sem religião.

– Não somos mais um país cristão, somos uma minoria. Mas há nações com graves problemas de perseguição religiosa e a Portas Abertas espera que, através dos nossos trabalhos e nossos livros, possamos causar impacto em nossos países livres para mostrar os desafios que vemos na Igreja Perseguida – disse.

O trabalho da missão Portas Abertas não é enviar missionários, mas identificar igrejas em países onde ser cristão é proibido e então fortalecer essas igrejas com treinamentos, materiais impressos como Bíblias, além de enviar apoio espiritual e financeiro.

O Irmão André, amigo de Johan Companjen, usava seu Fusca para contrabandear Bíblias para países comunistas Foto: Portas Abertas

Há 45 anos a Portas Abertas Brasil tem uma base em nosso país para conectar as igrejas brasileiras com essa rede de apoio global para cristãos perseguidos.

– A Igreja brasileira pode apoiar a Igreja Perseguida se envolvendo nos projetos da Portas Abertas, fazendo campanhas de oração, adotando um país e, as que possuem condições, podem ir até um país prestar apoio pessoalmente aos nossos irmãos.

Quem apoia a missão recebe mensalmente uma revista com informações sobre a perseguição religiosa no mundo. Além disso, o site oficial mantém notícias e histórias de cristãos perseguidos para mostrar a realidade de milhões de pessoas que sofrem por serem seguidoras de Jesus Cristo.

– Ao conhecer essas histórias, você vai entender o quanto somos privilegiados de morar em um país onde podemos ir para a igreja e ler a Bíblia. Espero que esses materiais despertem o desejo de fazer alguma coisa pelos nossos irmãos – encerra Johan Companjen.

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