Marina Liberato fala sobre fé e cinema: “Propósito eterno”
A filha de Gugu contou seu processo criativo e suas experiências como cineasta
Leiliane Lopes - 20/11/2025 18h34 | atualizado em 21/11/2025 13h42

A cineasta Marina Liberato afirmou no último sábado (15), durante o IX Festival de Cinema Cristão (FICC), na Yah Church, em São Paulo, que seu trabalho busca “criar algo com propósito eterno”. No palco, ela falou sobre o silêncio do processo criativo e apresentou lições que segue ao fazer filmes.
– Fazer um filme não é somente sobre algo bonito, criar uma imagem bonita, é sobre criar algo com um propósito eterno – disse.
Marina, que mora na Califórnia e estuda Cinema e Mídia na Biola University, disse que ora e entrega cada projeto nas mãos de Deus antes de começar a produzir. A declaração veio acompanhada de relatos sobre como a fé guiou seu primeiro curta, Mourning Dove, e a inspirou a aceitar testemunhos reais como matéria-prima.
No evento, Marina explicou três passos que pratica em seus filmes: orar e entregar o projeto a Deus; confiar no processo diante do inesperado; e cultivar um relacionamento contínuo com Deus durante toda a produção. Segundo Marina, esses passos fazem o filme ir além da estética e alcançar vidas.
Sobre Mourning Dove, lançado em junho, Marina contou que o curta nasceu como trabalho de faculdade e virou um projeto orientado pela oração. O filme, que trata da perda e da busca por sentido, já foi selecionado para o Christian Family Film Festival, em Nova Iorque.
A diretora também anunciou o novo curta A Taste of Healing, inspirado em uma experiência com sua mãe, Rose Miriam Di Matteo. Ela afirmou que escreveu, dirigiu e está produzindo o projeto cuja narrativa mostra, por meio da oração, uma filha conduzindo a mãe doente a um “jardim de paz” onde acontece um “silencioso milagre”. As filmagens começam em breve.
Marina tem mais de 500 mil seguidores em sua conta pessoal e, em junho, criou um perfil dedicado exclusivamente à carreira de cineasta. Na rede, ela diz trabalhar temas como identidade, luto, perda e fé, sempre a partir de histórias verdadeiras e da esperança em Deus.
– Quando entregamos nossa arte para Ele, nossos filmes deixam de ser apenas projetos; tornam-se testemunhos vivos – concluiu Marina, ao encerrar seu depoimento.



















