Leia também:
X Na Marcha para Jesus, Yudi profetiza sobre Priscilla e Whindersson

Igreja sofre ataques por outdoor contra ativismo LGBTQIA+

Primeira Igreja Batista em Aracruz defendeu que a "Bíblia é a única proteção" das famílias contra o movimento

Pleno.News - 11/07/2022 11h35 | atualizado em 11/07/2022 12h42

Mural na fachada da Primeira Igreja Batista em Aracruz Foto: Arquivo Pessoal

A Primeira Igreja Batista em Aracruz (Pibara), no Espírito Santo, tem recebido ataques por meio das redes sociais e sido alvo de protesto em razão de um outdoor posto na fachada do templo. O mural defende que “a Bíblia é a única proteção contra o ativismo LGBTQIA+”, e traz a ilustração de uma família protegendo crianças de uma chuva de arco-íris.

Em entrevista ao Pleno.News, o pastor Luciano Estevam Gomes, que lidera a igreja em questão, defendeu que as denominações cristãs “não podem ficar caladas” frente ao ativismo de gênero presente “nas escolas, nas propagandas, nos filmes, nos desenhos”, nem preocupadas com “os elogios da sociedade ou críticas”.

– Nós precisamos separar o que é política e o que são as verdades bíblicas. As verdades bíblicas precisam ser pregadas como sempre foram pregadas em toda a Bíblia: por exemplo, os profetas denunciavam as falhas de reis, autoridades e do povo de um modo geral. Eles não ficava preocupados que iam ser mortos, perseguidos ou cancelados. A Igreja precisa denunciar o pecado. Não adianta cair nessa ladainha de que “a igreja precisa pregar sobre o amor”. O amor do Senhor é um amor transformador. Ele não é um amor que se acomoda – declarou.

O líder evangélico também conta que busca lidar com as retaliações “sem muito alarde”, mas sim “em oração”.

– A gente entende que devemos levar isso sem muito alarde, em oração, sabendo que precisamos dizer sim que a Bíblia é a única contra esse ativismo. Evidentemente, quando eu falo sobre ativismo LGBT, eu não estou falando nada sobre a homossexualidade. Quem tem o mínimo de interpretação de texto vai ver isso na mensagem. E quem quer distorcer, acaba levando para o outro lado – avaliou.

Segundo o pastor Luciano, essa não é a primeira vez que a Pibara sofre perseguição por esse motivo, tendo sido até processada pelo Ministério Público.

– Nós tivemos um outdoor que nós postamos protestando contra a colocação da Thammy Gretchen como representante do dia dos pais da empresa Natura. Na ocasião, nós fomos até processados pelo Ministério Público, que teve que arquivar o processo porque nós não falamos nada mais, nada menos que não é natural colocar uma mulher como símbolo do dia dos pais, quando a Bíblia diz ser o homem. Então, homens, feliz dia dos pais. O Ministério Público achou que não houve nenhuma ofensa. Como neste de agora, não há nenhuma ofensa – acrescentou.

Outdoor foi pichado com um pentagrama invertido, símbolo associado ao satanismo Foto: Arquivo Pessoal

O líder cristão também enumerou sugestões acerca da postura que a Igreja deve adotar para preservar os princípios bíblicos em meio às novas gerações.

– Como proteger as crianças? A primeira coisa é o posicionamento. Famílias, igreja e autoridades participando dos conselhos municipais, protestando contra as coisas que são contra a Bíblia, que são contra os princípios e valores do cristianismo. Se nós nos calarmos, as pedras clamarão. Então é importante a Igreja promover seminários para discutir esses assuntos. (…) Eu acho que há muita coisa para se fazer, inclusive no âmbito denominacional. Nós não vemos as denominações se movimentando para fazer fóruns de debate sobre esses assuntos – observou.

Protesto realizado contra a Pibara em razão do mural contra ativismo LGBTQIA+ Fotos: Arquivo Pessoal

Por meio de vídeo nas redes sociais, a pastora e cantora Bruna Olly, da Igreja da Família, se solidarizou com o pastor Luciano e defendeu a atitude da Pibara.

– Não é crime e não é perseguição. O movimento LGBTQIA+ considera como liberdade de expressão chutar a Bíblia em praça pública, colocar um crucifixo no orifício anal, mas quando uma igreja coloca dentro de uma propriedade particular um cartaz dizendo a Bíblia é a proteção que as famílias têm contra o ativismo LGBTQIA+, as pessoas criticam dizendo que isso é homofobia. Desde quando é crime você ter a sua opinião? E sim, a nossa opinião está pautada na Bíblia – assinalou.

Olly ainda falou sobre “liberdade” e “respeito” mútuo.

– Deus ama todas as pessoas, sim, mas a Bíblia também deixa muito claro o que é e o que não é aceito aos olhos de Deus. E essa é a nossa crença, aquilo que nós queremos expressar. E nós não queremos impor isso a ninguém, não queremos impor a você, assim como nós não queremos que vocês imponham sobre nós ideias que não condizem com a Palavra de Deus. Tudo isso é respeito, é liberdade – pontuou.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por brunaolly (@brunaolly)

Leia também1 Helena Tannure conta que teve perfil bloqueado no Instagram
2 Pr. André Fernandes irá reunir centenas de pessoas no Rio
3 Pastora Gabriela Lopes e Alcir Filho se casam ao nascer do sol
4 'A Igreja está de pé', afirma Aline Barros durante o Louvorzão
5 Eyshila relembra acidente e emociona público no Louvorzão

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.