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Hong Kong prende cardeal de 90 anos por apoio a protestos

Religioso é acusado de suposta colaboração com forças estrangeiras

Pleno.News - 12/05/2022 17h31 | atualizado em 12/05/2022 18h05

Joseph Zen Foto: EFE/Claudio Peri

Nesta quarta-feira (11), a polícia de Hong Kong prendeu o cardeal católico Joseph Zen, de 90 anos, por suposta colaboração com forças estrangeiras por meio de um fundo dedicado a apoiar integrantes dos movimentos de protesto a favor da democracia ocorridos na cidade em 2019.

Nascido em Xangai, na China, Zen, é bispo emérito de Hong Kong. Ele foi nomeado cardeal pelo papa Bento XVI, em 2006, e se aposentou três anos depois. Desde então, tem sido um expoente da defesa dos direitos humanos e das liberdades política e religiosa.

Zen teve um papel ativo durante os protestos de 2019 e era um dos administradores do agora extinto “612 Humanitarian Relief Fund” (Fundo de Ajuda Humanitária 612).

Além do religioso, foram detidos a artista canadense Denise Ho, a advogada Margaret Ng e a ex-legisladora Cyd Ho, todas também administradoras do fundo, de acordo com o jornal South China Morning Post.

As prisões aconteceram um dia depois que outro responsável pelo fundo, o acadêmico Hui Po-keung, foi interceptado e preso no aeroporto de Hong Kong quando estava prestes a embarcar em um voo para a Alemanha. Hui também foi acusado de suposta colaboração com forças estrangeiras.

Os quatro detidos na quarta foram levados para diferentes delegacias, embora Cyd Ho já estivesse cumprindo duas sentenças relacionadas aos protestos de 2019.

As acusações feitas a eles são cobertas pela Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim em junho de 2020, na esteira dos protestos pró-democracia de 2019. A pena máxima sob a lei é a prisão perpétua.

O fundo administrado pelas quatro pessoas presas foi criado em junho de 2019, no início dos protestos, com o objetivo de ajudar pessoas com poucos recursos financeiros que foram presas ou ficaram feridas pela participação nos protestos.

Em agosto de 2021, a organização foi criticada pela parte da imprensa de Hong Kong simpatizante do governo da China por suas supostas conexões com países estrangeiros, e pouco tempo depois acabou extinta.

*EFE

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