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Guilherme Batista, idealizador do Retiro TikTokers: “Foi incrível”

Reality chega ao fim após muitas vidas serem entregues a Jesus

Natalia Lopes - 27/10/2020 19h36 | atualizado em 27/10/2020 19h41

O Retiro TikTokers chega ao fim Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira (26) chegou ao fim O Retiro, o maior reality com TikTokers cristãos do mundo. O primeiro lugar ficou com a Mylena Mariano, de 16 anos. A paraense faz evangelismo entre jovens e já ganhou muitas vidas para Jesus. Além dela, o Retiro TikTokers contou com 31 participantes de várias regiões do Brasil.

O reality foi idealizado pelo também evangelista Guilherme Batista, de 30 anos. Guilherme é da Assembleia de Deus Campo de Campinas, em Goiânia. O principal objetivo do jovem era mostrar a vida dos jovens adolescentes cristãos para inspirar outros jovens. Em entrevista exclusiva ao Pleno.News, ele falou de como surgiu o projeto, fez uma avaliação da repercussão e comentou as críticas.

Quem é o Guilherme Batista?
É um cara que tem o propósito e objetivo de ajudar. Acho que a nossa geração precisa de um pai espiritual que direcione os mais novo. Dessa forma eles vão sofrer menos no meio da caminhada, vão apanhar menos. Eu decidi usar o que já aprendi para poder fazer com que outros errem menos no meio do caminho.

Como surgiu a ideia do projeto?
A ideia sempre foi reunir esses jovens e adolescentes para poderem, juntos, serem ministrados e lembrarem do poder de influência que eles têm.

Por que você optou pelo formato de reality show?
Pelo nome mesmo, todo mundo já tem aquela concepção de reality por já ver Big Brother, A Fazenda. Reality significa realidade, então, a nossa ideia era mostrar a realidade desses jovens e adolescentes cristãos para outros jovens e adolescentes. Para verem que nenhum deles está usando drogas, bebendo, fazendo farra, nada disso. Todos estão buscando que a realidade deles seja de encontro com a presença de Deus.

Por que o foco no TikTok?
O TikTok é a plataforma social que mais cresce e ela escolheu e valorizou a adolescência. Adolescentes não tinham tanta força em outras plataformas como YouTube, Instagram e Twitter. Então veio o TikTok e abraçou esses adolescentes. Temos adolescentes com milhões e milhões de seguidores.

Como foi a escolha dos participantes?
O retiro foi bem inclusivo, começamos selecionando quem já era referência. Então tivemos adolescentes com milhões de seguidores, os mais influentes. Também escolhemos referências em algumas áreas, a Gabi na dança, o Macedinho e o Ed no humor. Todos, claro, com conteúdo cristão. Alguns também entraram por serem simplesmente criadores e outros por voto popular.

Você teve medo das críticas?
Você pode fazer algo básico de oração que vão criticar. A gente precisa aprender a lidar com as críticas, elas aconteceram, mas foram mínimas. Acho que Deus preparou o tempo e a hora certo para que as críticas fossem mínimas. Acho que as pessoas entenderam o propósito. Alguns criticaram por ser reality, mas como eu disse, reality significa realidade e a ideia sempre foi mostrar a realidade de um jovem cristão na presença de Deus.

Como foi colocar os pés no retiro pela primeira vez?
Foi algo novo. Todo mundo já está acostumado com acampamento de igreja, mas ao mesmo tempo que foi igual, foi diferente. Foi um acampamento de igreja, só que os participantes eram os mais influentes da nação.

Como você avalia o retorno do público?
Foi uma das coisas mais incríveis. Batemos uma média de 8 mil pessoas a cada live, mais que o dobro que a gente imaginou. Os números foram incríveis, porém o que mais chamou a atenção foi o número de pessoas entregando a vida para Jesus. Tivemos 200, 300, 400 pessoas aceitando a Jesus ao vivo. Isso fez com que as pessoas entendessem que o propósito era muito maior do que simplesmente produzir conteúdo.

Que lição você tira dessa experiência?
Acho que uma das maiores lições é a importância do discipulado. A importância de ter alguém que pegue na mão e ajude a caminhar. Muitos pastores não sabem o que é TikTok, eles não entendem a proporção e a grandiosidade que cada um deles têm vivido. Deus está confiando uma responsabilidade nas mãos de jovens e a gente precisa ajudá-los. Hoje eu tenho 30 anos, mas já são quase 14 anos lidando com os jovens, então, hoje divido a minha experiência.

Como não se tornar um refém da tecnologia e do status de fama gerado pelas redes sociais?
Isso é bem preocupante. A tecnologia pode ser tanto uma benção quanto uma maldição. Só que isso não é o Guilherme, não é o pastor, não é o líder de jovens que vai determinar na vida do adolescente e do jovem. É ele mesmo que vai determinar a forma que usa. O grande diferencial é que os participantes decidiram usar a plataforma do TikTok, Instagram e YouTube para levar o Reino de Deus. Então, enquanto milhares de adolescentes escolheram usá-las de uma forma normal, os daqui decidiram usar para que a mensagem Dele fosse cada vez mais longe.

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