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Ex-Dominó Nill se tornou pastor: “Me faltava paz de espírito”

Encontro com Deus surgiu após saída do grupo criado por Gugu Liberato

Ana Luiza Menezes - 23/10/2020 17h17

Ex-Dominó Nill Foto: Arquivo Pessoal

O ex-integrante do grupo Dominó, Lenilson Santos, conhecido como Nill, relembrou os tempos de carreira artística e disse que não se sentia completamente feliz. Ele não se queixa do carinho do público, mas disse à revista Marie Claire que não sentia paz na fase de fama.

– Eu tinha tudo o que os adolescentes da minha época desejavam como dinheiro, fama e lindas mulheres, mas ainda assim não era feliz. (…) Eu sentia falta de paz. É horrível você ter tudo o que as pessoas da sua idade desejam e mesmo assim sentir que está faltando alguma coisa. E o que me faltava naquele momento da minha vida era paz de espírito. Eu era infeliz. Imagine, eu tinha tudo para ser feliz e não era! Rapaz, isso pode enlouquecer uma pessoa – declarou.

O grupo Dominó foi criado por Gugu Liberato, na década de 80. Nill falou ainda sobre o período em que deixou a banda e tentou carreira solo, sem ter alcançado o sucesso esperado. Outra fase citada por ele foi o afastamento de Deus. Apesar de ter frequentado uma Igreja Batista durante a infância, ele deixou a religião quando entrou para o mundo da música.

Foi depois da saída do Dominó, que Nill voltou para o Evangelho.

– O tempo em que eu fiquei afastado do Evangelho foi um período de muito sofrimento para mim. Faltava alguma coisa. Sabe o que é você sentir um vazio na sua vida e não conseguir preenchê-lo de forma alguma? Eu tentei resolver esse problema com fama, trabalho, bens materiais, namoradas etc. Tudo em vão. Meu quadro foi evoluindo até que cheguei ao meu fundo do poço. Foi aí que me lembrei da Bíblia e de Jesus Cristo, o que me fez decidir voltar a frequentar uma igreja evangélica. A partir desse ponto, minha vida começou a mudar para melhor. Voltei a estudar, deixei o meio artístico, voltei a residir no interior de São Paulo, tornei-me membro de uma igreja evangélica e me entreguei totalmente à fé em Jesus Cristo – contou.

O interesse pela Bíblia o levou para o Curso de Bacharelado em Teologia do Centro de Estudos Teológicos do Vale do Paraíba (Cetevap), em São José dos Campos, São Paulo. Nill passou a dar seu testemunho em igrejas e despertou para o chamado pastoral. Ele prosseguiu nesse novo caminho se tornou pastor. Hoje, com 49 anos, o ex-dominó faz parte de uma igreja em Curitiba, Paraná.

– Recebi a confirmação de um chamado evangelístico, quando fui ungido evangelista pelo Bispo Toledo. Somente mais tarde o meu chamado pastoral se tornou mais evidente. Depois de alguns anos, eu entendi que havia recebido esse chamado divino, porque comecei a realmente me importar com as pessoas, a orar por elas. Hoje sou membro da Igreja Presbiteriana e estou envolvido em um processo interno para reconhecimento do meu chamado pastoral em nossa denominação.

Ele disse ainda não se incomodar com a reação das pessoas que o reconhecem por conta do passado musical. Nill está há 30 anos longe da mídia.

– Sabe, eu fiz muito sucesso na minha juventude, então, acho que isso é normal. Creio que essa situação vai sempre fazer parte da minha vida. Às vezes algumas pessoas vão à nossa igreja para me conhecer e não tenho problema com isso. Tenho vários seguidores nas minhas redes sociais (como Instagram, Facebook e Youtube) e muitos dizem que são meus fãs. Sinto-me lisonjeado por isso – falou.

Além de pastor, Nill se formou no curso de Direito e é licenciado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele trabalha como assessor de um desembargador.

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