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Uma fé dependente de sinais convive sempre com a frustração

Compreender que os problemas fazem parte da vida é sinal de maturidade cristã

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Uma fé dependente de sinais convive sempre com a frustração / Foto: Reprodução

Marcelo Martins - 07/01/2018 05h00 | atualizado em 07/01/2018 12h30

Pois ainda que o justo caia sete vezes, tornará a erguer-se”. Provérbios 24:16

UM ATLETA NÃO CONSEGUIRÁ DESENVOLVER toda a sua potencialidade se não reconhecer suas limitações e não souber lidar com as derrotas. A fé segue o mesmo princípio. Compreender que os problemas fazem parte da vida — e que passar por dificuldades não significa necessariamente falta de fé — é sinal de maturidade cristã. Davi sabia bem disso quando salmodiou: “O Senhor firma os passos de um homem, quando a conduta deste o agrada; ainda que tropece, não cairá, pois o Senhor o toma pela mão” (Salmos 37:23, 24).

O fato que marcou as Olimpíadas de 1984, na cidade de Los Angeles, não foi a quebra de recorde em diversas modalidades ou a demonstração de júbilo estampada no rosto dos campeões. O que jamais sairá da memória de quem assistiu àqueles jogos é a imagem da superação.

A suíça Gabrielle Andersen-Schiess, uma instrutora de esqui com 39 anos na época, cruzou a linha de chegada da maratona feminina em último lugar. Ao entrar no estádio, na reta final da prova, Gabrielle mal conseguia se equilibrar. Seu rosto estava desfigurado pelo cansaço, no entanto ela recusou o auxílio dos médicos que tentavam desesperadamente sustentá-la nos braços.

Mesmo alquebrada, com passos desnorteados, Gabrielle quis continuar. Ela sabia que seu esforço não lhe daria um lugar no pódio, por isso poderia ter desistido. Quem a acusaria de não ter se esforçado? Contudo, o desejo de completar a prova era maior do que a dor acima do limite.

Ao cruzar a linha de chegada, Gabrielle foi ovacionada por uma multidão. Por sua perseverança, até hoje Gabrielle é mais lembrada do que a própria vencedora daquela maratona.

Sempre haverá tempestades contra a fé. Algumas pessoas serão abaladas, outras não. Mas o que fazer depois? Fingir que nada aconteceu? Aí está a diferença. Uma fé dependente de sinais convive com a frustração o tempo todo; leva tempo demais para se recuperar; talvez não se recupere jamais. Uma fé simples, porém, que tem suas raízes no amor a Deus, busca a superação em cada desafio, sempre encontra razões para crer e continuar, ainda que as nuvens não tenham se dissipado completamente.

E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. 1 Coríntios 10:12


Marcelo Martins é pastor, editor, escritor e professor. Formado em Letras e MBA em Gestão Estratégica de Pessoas.
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