Nem devagar demais, nem depressa demais

Israel Belo - 23/08/2019 05h00

 

“Metade dos problemas desta vida deve-se ao fato de dizermos ‘sim’ demasiado depressa e demorarmos demais a dizer ‘não’. (Josh Billings)

Dois extremos nos perseguem.
Um é a precipitação. O outro é a procrastinação.
Somos precipitados quando julgamos uma pessoa sem lhes fazer perguntas capazes de esclarecer.
Somos precipitados quando tomamos decisões antes de avaliar todos os lados da questão, inclusive as consequências.
Somos precipitados quando agimos tomados por emoções que devíamos dominar.
Somos precipitados quando a ansiedade ou a arrogância acelera nossos movimentos.
Procrastinamos quando o medo nos paralisa o pensamento e o corpo.
Procrastinamos quando a preguiça determina o ritmo de nossos passos.
Procrastinamos quando queremos evitar o preço a ser pago por uma resposta esperada ou por uma iniciativa indispensável.
Procrastinamos quando achamos que deixar para depois resolverá o problema, o que pode acontecer, mas raramente.
Em ambos os casos, a autocrítica nos ajuda.
Não temos que residir nas cabanas dos extremos.
Se somos precipitados e queremos ser ponderados, precisamos fazer as contas dos prejuízos que a pressa em decidir já trouxe, para nós e para os outros.
Se somos procrastinadores e queremos ser decididos, precisamos ousar mais, dispostos a arcar com o peso da nossa ousadia.
O que não podemos é manter um jeito de ser que apequena o nosso presente ou diminui o nosso futuro.

“Não é bom agir sem pensar; quem se precipita acaba pecando”. (Provérbios 19.2)

Israel Belo é pastor da Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca, Rio de Janeiro, graduado em Teologia e Comunicação, pós-graduado em História, mestre em Teologia e doutor em Filosofia.

 

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