Esse nosso orgulho

Israel Belo - 13/08/2019 05h00

“O orgulhoso prefere perder-se a perguntar qual é o seu caminho”. (Winston Churchill)

Quando estamos bem, com o sucesso nos fazendo galopar, é difícil manter a simplicidade.
Mesmo quando estamos com a vida emocional instável, com o convívio familiar tenso, com as finanças desorganizadas, com a saúde física capengando, o orgulho nos impede de admitir que não estamos bem.
O orgulho pode vir da vontade de preservar nossa privacidade, do desejo de manter as aparências, da vergonha de reconhecer nossas fraquezas ou da convicção de que o nosso problema é complexo demais para ser resolvido.
Será teremos que chegar ao fundo do poço para concluir que estamos afundando?
Será que teremos que ser envergonhados para perceber que erramos?
Será que teremos que morrer submersos no mar bravio quando podemos pular para o bote do socorro?
O orgulho nos tira a possibilidade de recomeçar, quando precisamos recomeçar. O orgulho parece amigo cordial, mas vai nos matar.
O orgulho esconde a nossa realidade, que a humildade revela para nos salvar.
O orgulho nos acomoda na derrota. A humildade é trampolim para a vitória.
O orgulho nos distancia de Deus. A humildade nos aproxima dele.
O orgulho nos afasta das pessoas. A humildade nos faz dar as mãos às mãos estendidas em nossa direção para nos levantar.
O orgulho mente. A humildade fala a verdade, que é sempre boa, mesmo quando dói.

“Antes da ruína vem a soberba, e o espírito orgulhoso precede a queda”. (Provérbios 16.18)

 

Israel Belo é pastor da Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca, Rio de Janeiro, graduado em Teologia e Comunicação, pós-graduado em História, mestre em Teologia e doutor em Filosofia.

 

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