A força da paz

Israel Belo - 07/09/2019 08h00

“Há algo de muito patológico numa espécie que se diz inteligente, mas só é capaz de garantir sua sobrevivência pelo acúmulo de armas”. (Marcelo Gleiser)

A ansiedade é um cinto que aperta.
A ansiedade pode ser uma pressão aterrorizadora que nos suga a última gota de tranquilidade, como se nos sentíssemos no meio de um cruzamento perigoso com carros chegando de todos os lados sem que vejamos para onde correr.
Neste caso, temos que admitir o dano em nossa mente e buscar ajuda profissional para sobreviver.
A ansiedade pode ser uma forma de angústia, vinda da percepção da maldade do mundo, marcada por uma insatisfação permanente, gerada por uma busca que não encontra resposta, alimentada pela paixão de controlar as coisas, produzida por um estilo agitado de vida.
Neste caso, temos que aceitar serenamente o que não podemos mudar e nos empenhar nas transformações que nos cabem.
A ansiedade pode ser uma tensão diante de uma decisão a ser tomada, de uma expectativa ameaçada, do temor das consequências de um caminho trilhado, da proximidade de uma vitória desejada.
Neste caso, precisamos de sabedoria para decidir, paciência para esperar, maturidade para conviver com as frustrações, coragem para relativizar as perdas, paz para não apressar o ritmo das horas, santidade para discernir o que é realmente importante, segurança para aguardar os resultados, atitudes que podemos desenvolver a partir da sabedoria que Deus nos dá, quando pedimos.

“Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo”. (João 14.27)

Israel Belo é pastor da Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca, Rio de Janeiro, graduado em Teologia e Comunicação, pós-graduado em História, mestre em Teologia e doutor em Filosofia.

 

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