A família maior

Nancy Dusilek - 10/01/2019 05h00


Efésios 2.11-22 – “Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (v.19).

Deus gosta de família. Ele criou a primeira família de sangue no Velho Testamento, narrada em Gênesis, capítulos 2 e 3, e criou também a família espiritual, no Novo Testamento, descrita em Atos 2. A primeira é aquela na qual nascemos, a segunda é a Igreja.

Você já reparou que a igreja é uma família onde chega gente de todos os temperamentos, tipos, cor, nacionalidade, situação social, etc.? O DNA de nossa família de sangue está em nós, mas o DNA da família de Deus, a Igreja, está na salvação através do sangue de Jesus Cristo. É sempre o sangue a identificação, tanto da família humana como da espiritual.

Os judeus menosprezavam os gentios, mas Paulo mostra que, diante do sangue de Cristo, não há mais estrangeiros, nem forasteiros, mas todos são cidadãos do Reino, pertencem à família de Deus. Todos têm o mesmo direito. Assim como na nossa família um não é mais importante do que o outro, também na Igreja devemos cultivar o mesmo sentimento de que todos somos iguais perante Deus, pois o que nos une é o mesmo sangue, o sangue de Jesus Cristo.

Também fazemos parte dessa família maior, que é a Igreja, onde temos nossas responsabilidades, tanto de amor uns pelos outros, como de serviço para o bem de todos. Deus tem dado dons, talentos e habilidades para todos nós e, quando os colocamos à disposição Dele, cada um fazendo a sua parte, coordenados por uma liderança comprometida com Deus, amável, segura e confiável, a família espiritual produz frutos.

As pessoas que estão desesperadas encontram na Igreja de Cristo o oásis para os seus problemas. Ela é a família que abraça aquele que está perdido e sem uma família espiritual que o acolha. O acolhimento da igreja é uma das portas importantes para atrair as pessoas que precisam de atenção e ajuda.

Como você reage quando chega um novo membro para sua família? É indiferente? Manda embora? Maltrata? Ou acolhe com alegria? Assim também é na Igreja. As pessoas que chegam precisam sentir que somos uma família e que nos alegramos quando podemos dar acolhida a quem chega. Isso não significa que vamos sair abraçando e beijando todo mundo, mas um cumprimento com alegria no rosto e o desejo de que a pessoa volte é poe fazer uma grande diferença. Como tem sido sua reação?

ORAÇÃO
Senhor, quero ser um instrumento teu na minha igreja para acolher a todos que chegam buscando alivio e paz. Que minha palavra e atitudes sejam as mesmas de Jesus.

Nancy Dusilek é formada em Educação Religiosa e Letras. Atua como escritora e palestrante. É membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil.

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