A avenida dos extremos

Israel Belo - 24/06/2019 05h00

“Os extremos são vícios. No meio deles é que está a virtude”. (Aristóteles)

Todos sabemos, desde a antiguidade, que a virtude não está nos extremos, mas são em suas casas que muitas vezes escolhemos habitar.
Amamos demasiadamente ou odiamos ferozmente.
Comemos tudo que pode ser posto à mesa ou nos declaramos em permanente dieta.
Somos generosos sempre ou mesquinhos com o nosso dinheiro ou conhecimento.
Descremos de tudo ou aceitamos como verdadeira qualquer coisa que nos digam.
Oscilamos entre interpretar todos os fatos, até seus detalhes, como sendo espirituais ou achar que são todos fenômenos puramente naturais.
Se temos estas tendências, precisamos olhar para a casa da virtude, construída no meio da estrada dos extremos.
Devemos amar uma pessoa, mas sem achar que a nossa felicidade depende de sermos amados por ela.
Devemos comer por prazer mas de modo saudável, na qualidade e na quantidade.
Devemos compartilhar o que temos e guardar o que precisamos.
Devemos ouvir e ponderar, para que a mentira não nos engane.
Se tendemos a espiritualizar tudo o que nos acontece, devemos cuidar para não fazer de nossa fé uma superstição.
Uma doença, física ou mental, é apenas uma doença, não um sinal divino ou uma ação diabólica.
Se perdemos o ônibus, é porque chegamos tarde. Se Deus está nos dizendo algo com a perda, é que temos que ser pontuais na próxima vez.

“Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. (2Timóteo 1.7)

Israel Belo é pastor da Igreja Batista Itacuruçá, na Tijuca, Rio de Janeiro, graduado em Teologia e Comunicação, pós-graduado em História, mestre em Teologia e doutor em Filosofia.

 

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