Delino Marçal relembra trajetória até o Grammy: “Resultado de muito trabalho”

Ele é o mais novo de nove irmãos e seu caminho mostra perseverança e fé

Pleno.News - 02/12/2019 17h12

Aos 33 anos de idade, o cantor Delino Marçal conquistou o Grammy Latino 2019 na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa. A vitória do cantor aconteceu com o álbum Guarda Meu Coração, da gravadora MK Music.

O feito veio apenas quatro anos após sua inserção no cenário da música gospel, com seu primeiro álbum, Nada Além da Graça. Antes disso, porém, já trabalhava no ramo compondo e fazendo apresentações amadoras.

Tanto a trajetória de carreira quanto de vida de Delino mostram a força de sua perseverança e fé. De família humilde, ele é o mais novo de nove irmãos e nunca conheceu o pai. Sua mãe cuidou de todos os filhos enquanto trabalhava vendendo farinha, no interior de Tocantins.

Pleno.News Entrevista
Delino Marçal
por Pleno.News - 02/12/2019

Ao Pleno.News, o cantor explica que a maior parte de sua lembrança da infância é de Goiânia, Goiás, para onde a família se mudou pouco depois de Delino nascer. O artista também falou sobre suas conquistas na carreira, ensinamentos de fé e sobre a conquista do maior troféu da música latina.

Delino, já caiu a ficha que você ganhou o Grammy?
Até agorinha estava por entender, mas agora já estou começando a perceber que é nosso! De lá para cá foi só comemoração e muitas entrevistas, para muitos canais no país. Porque não se trata só de um prêmio do Delino e nem da música cristã, mas de todos os brasileiros. Foi muito especial, fiquei feliz de poder realizar esse papel e trazer o prêmio para nós.

Você ganhou por causa do álbum Guarda Meu Coração, que fala sobre estar com os pés no chão e ter humildade. Como é colocar isso em prática agora que seu álbum foi premiado?
Continua sendo um grande desafio, independentemente de Grammy. Cada vitória eu acho que vem para fortalecer aquilo que se está fazendo ao longo de anos. E eu acredito que muda muita coisa, sim, mas que a parte emocional e você entender que o que você faz não te torna maior do que ninguém, só aumenta o desafio. A gente vai continuar com o pé no chão trabalhando. Não foi sorte. Estamos trabalhando muito, tanto eu quanto a equipe da minha gravadora.

Você tem alguma experiência de algum desafio grande que tiveram que passar para realizar este álbum?
Acho que o maior desafio foi a emissão do nosso visto. Eu já havia tentado uma vez por Brasília e negaram nosso visto. Há uns dois anos atrás. Aí (minha esposa e eu) decidimos tentar pelo Rio de Janeiro, mas assim que a gente chegou a agente consular disse que, infelizmente, a gente apresentava características imigratórias. Isso faltavam 15 dias. Aí eu saí de lá e liguei para o nosso amigo que estava nos ajudando, mas eu falei que queria tentar de novo. Mas aí me falaram que precisava remarcar para dali uma semana ou seis meses, que é o comum. No fim, conseguimos agendar uma reunião para o dia seguinte e explicamos direitinho o que era, que eu estava indo para uma premiação representar a minha gravadora. Aí foi o momento mais tenso, porque todo mundo foi embora e só ficamos minha esposa e eu aguardando. Muito medo! Aí mandaram chamar a gente e nós, apreensivos, mas nosso visto foi aprovado. Que benção! Quase explodi de alegria.

Delino Marçal relembra infância em entrevista Foto: Pleno.News

Delino, você é o mais novo de nove irmãos. Uma família bem grande! Como era a sua vida em família na infância?
Eu sempre lembro da minha infância com muita alegria, porque, apesar de muito simples, sempre foi muito saudável. A minha família é bem humilde. A gente cresceu praticamente na igreja e minha mãe era muito linha dura. E com razão. A gente morava em um bairro que era uma comunidade em Aparecida de Goiânia, um lugar bem mais complexo. Era difícil cuidar de filhos porque tinha muita criminalidade naquela época, as drogas já estavam em alta e minha mãe tinha muito medo. A gente tinha um quintal amplo, então minha mãe dizia para a gente jogar bola lá e fazer tudo lá. Mas tudo isso cooperou para a gente se tornar cidadãos de bem.

Como você viu a influência de estar na igreja durante sua infância?
Eu fui criado sem pai, não o conheci. E vivi rodeado de pessoas. A igreja foi um lugar cheio de refúgio, de amor, de oportunidades. Foi onde comecei a cantar, a compor. Daqui a pouco estava ensinando alguém a tocar, montando banda. Acho até que o governo tinha que investir mais na igreja, porque é, sem sombra de dúvida, uma mão amiga da sociedade. Que ajuda as pessoas a se encontrarem, dá direção e ensina princípio.

Confira a entrevista na íntegra no vídeo acima.

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