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Debate entre líderes religiosos discute tolerância e liberdade

Mesa foi composta por representantes de diferentes crenças

Jade Nunes - 10/11/2017 16h48 | atualizado em 10/11/2017 17h30

Os líderes que participaram do debate Foto: Pleno.News

O Instituto dos Advogados do Brasil, que fica no centro da cidade do Rio de Janeiro, recebeu nesta quinta (9) e sexta-feira (10) o Congresso de Direito e Liberdade Religiosa.

Entre apresentações de trabalhos acadêmicos e palestras, aconteceu hoje o Diálogo Inter-religioso – Ética e Paz. O debate foi composto por líderes de diversas religiões. Foram eles:

  • Diane Kuperman, professora e especialista em diálogo religião-Estado;
  • Padre Jesus Hortal, reitor da Pontífica Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro;
  • Babalorixá Márcio de Jagun, do Programa de Estudos e Pesquisas das Religiões (Proeper/Uerj);
  • Rabino Dario Bialer, da Associação Religiosa Israelita (ARI);
  • Sheik Mahdi Soltani, da Cominudade Mulçumana Xiita do Rio de Janeiro;
  • Reverendo Guilhermino Cunha, presidente da Academia Evangélica de Letras do Brasil.

Kuperman abriu a mesa levantando o questionamento de como é possível iniciar um diálogo se a sociedade tem sido tão intolerante. A professora, que é judia, criticou o depredamento de centros de religiões de matriz africana que aconteceram recentemente no Rio de Janeiro.

Para mudar essa realidade, o babalorixá Márcio de Jagun apresentou uma nova ótica sobre direitos individuais. Ele afirmou que o direito de alguém não termina onde o do outro começa, e sim que todos os direitos coexistem e é um dever da humanidade conciliá-los.

Já o padre Jesus Hortal ressaltou a importância das diferenças nas relações humanas. De acordo com ele, não existe diálogo se todos pensam igual.

Em seguida, o sheik Mahdi Soltani teve a palavra e aproveitou para ressaltar que há mais de um bilhão de mulçumanos no mundo. Se todos fossem terroristas, segundo o religioso, o planeta não existiria mais. O sheik também destacou que um dos ensinamentos do islamismo é que ninguém tem permissão de fazer mal a outra pessoa.

Dario Bialer seguiu com o debate ao afirmar que a religião tem que ser conversada de uma forma mais igualitária.

– Deveríamos entender que podemos ter uma multiplicidade de referências igualmente válidas, e que todas nos levam por caminhos diferentes aos mesmo objetivos – declarou o rabino.

O reverendo Guilhermino Cunha lembrou da importância da ética nas religiões. Em entrevista ao Pleno.News, ele revelou como acha que a sociedade poderia se tornar mais tolerante:

– Se nós investirmos pesadamente na educação, não só de conceitos, mas também de atitudes de vidas, de ação ética e prática, nós estaremos contribuindo para que haja mais compreensão entre as pessoas, haja mais ética e, consequentemente, haja paz.

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