De delegado a missionário: ‘Hoje eu tiro as pessoas das prisões’
Tim Leathers deixou a profissão para se dedicar às missões urbanas ao lado de sua esposa, Tami
Thamirys Andrade - 09/12/2020 18h18 | atualizado em 09/12/2020 18h19

Tim Leathers, de 56 anos, deixou sua profissão como delegado para se dedicar às missões urbanas ao lado de sua esposa, Tami. Juntos, os dois estão à frente de um abrigo nos Estados Unidos para mulheres em transição de volta à sociedade depois de serem debilitadas por drogas ou encarceradas.
– Passei 15 anos e meio colocando pessoas na prisão. Agora estou tirando as pessoas das suas prisões – refletiu Tim, em entrevista ao site AG News.
Tim e Tami se casaram em 1989, e começaram a servir como pastores de jovens na Bethel Church, congregação da Assembléia de Deus em Rock Island, Illinois. Em 2002, Tim se tornou pastor na Heartland Fellowship Church, localizada na pequena cidade de Wilton, Iowa, com pouco mais de 2.800 habitantes. Logo ingressou na reserva policial local e, aos 40 anos, tornou-se policial em tempo integral. Levou apenas um ano e meio para ser nomeado como delegado. Sempre atuando como pastor em seu tempo livre, Tim aproveitou a oportunidade para ministrar fora das paredes do templo.
– Preciso estar com pessoas que são feridas diariamente, pessoas que estão em situações desesperadoras. Eu amava ajudar alcoólatras e viciados em drogas – disse.

Depois de anos convidando pessoas em recuperação para ficarem em sua casa, Tim e Tami decidiram investir no sonho de abrir uma residência transitória para mulheres restabelecerem suas vidas após a dependência de drogas ou a detenção. Em 2019, abriram a Casa Lifehouse, com 560 metros quadrados. O casal vive em seu próprio apartamento, anexo à casa.
Hoje são missionários através do ministério de capelania, e abrigam quatro mulheres na casa de recuperação. Ao menos 12 devem fazer parte do programa que dura um ano. Elas são treinadas em cursos profissionalizantes e participam de cinco fases de aulas, todas ministradas por Tami. Gradativamente, elas retomam suas vidas, em passos que vão desde a retomada do uso do celular à conquista de empregos e pagamento de aluguel.
– Queremos treinar essas mulheres para que sejam capazes de fazer qualquer coisa, incluindo empregos que são tradicionalmente masculinos. Se elas forem autossuficientes, elas não irão voltar ao estilo de vida de onde vieram – declarou Tim.


















