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Cassiane fala de ministério, família e trabalhos musicais

Artista defendeu que é preciso ser amigo de filhos e manter essência musical

Camille Dornelles - 04/08/2020 11h40 | atualizado em 04/08/2020 12h53

A cantora Cassiane tem quase 40 anos de carreira e se prepara para começar sete anos à frente da ADAlpha, junto com seu marido, pastor Jairo Manhães. Às vésperas de lançar o clipe A Voz, a artista conversou com o Pleno.News sobre sua trajetória na música, vida ministerial e também em família.

A cantora abordou a amizade entre pais e filhos, como a igreja se adaptou em meio à pandemia do novo coronavírus e também sobre novos trabalhos para 2020.

Pleno.News Entrevista
Cassiane
por Pleno.News - 04/08/2020

Cassiane, há quanto tempo você está à frente da ADAlpha? O que mudou de lá para cá?
Ela começou em dezembro de 2013, fomos para lá no final do ano e vai fazer sete anos agora em 2020. Mudou tudo! A igreja começou tinha cinco pessoas: o Jairo pregando, eu cantando e meus três filhos que tiravam a oferta de mim e dele (risos). Hoje mudou porque a igreja cresceu, está com 2800 membros. E olha que, quando a gente foi para lá, muita gente até do local falava mal. Que essa terra era bem difícil, terra que mata igreja, que mata pastor. Mas como foi um mandado de Deus e o Jairo cria muito nisso, ele no mesmo dia falou: “se é terra seca, eu estou profetizando que a água chegou”. E olha a bênção: hoje a igreja tem quase 3 mil membros. E a gente está muito feliz com o que Deus tem realizado.

E quais foram as adaptações que a igreja teve que fazer nesta pandemia?
Santa Ceia a gente fazia drive-thru, você acredita? Todo mês tem e a gente faz duas vezes porque tem muita gente que não consegue pegar o kit naquele dia. Mas então toda a equipe ministerial preparava os kits dos elementos da Santa Ceia. 3 mil kits! A gente entregava de máscara e luva. No sábado a pessoa pegava o kit e ceiava com a gente através do culto online. Então a gente não perdeu essa comunhão. Realmente a gente está vivendo um novo normal. É uma frase totalmente atual. Nós nunca mais seremos os mesmos e nunca mais vamos viver da forma como a gente vivia antes. Todo mundo está aprendendo algo novo. Eu ministerialmente e socialmente, no dia a dia, e a gente acaba tendo que se adaptar a como viver e a como se comunicar. Acho que as igrejas tiveram que aprender muita coisa. Jairo e eu não sentimos muito diretamente por sermos já do meio artístico e por, para nós, falar com a câmera era fácil. Mas eu sei que muitos pastores sentiram muita dificuldade para se comunicar. Na ADAlpha o povo está com uma sede tão grande de voltar, de abraçar… Eu sou do tipo de pessoa que abraça. A gente sente falta mesmo! Eu estou pedindo a Deus que isso passe logo!

E seu relacionamento com o Jairo, como é? Além de um casal de pastores, vocês também são um casal de artistas. Como é a dinâmica de ser casada com um produtor musical?
O Jairo sempre separou assim: ele nunca levou problema da igreja para dentro de casa. Não é que ele deixou de ser pastor, mas se não separar também não vive. E muitos pastores morrem porque levam problemas da igreja para dentro de casa. E acabam com o relacionamento familiar. A gente leva isso bem a sério. Mas a gente é muito assim, se eu olho ele já sabe o que eu quero. Se ele olha eu já sei o que ele quer dizer. A gente se combina muito, vamos fazer 26 anos de casados. Ele me pediu em casamento com 10 anos de idade, gente, e eu disse sim! (risos) E aí ele disse que quando a gente crescesse a gente ia casar e foi realmente isso o que aconteceu. No nosso relacionamento não há apenas o sentimento amoroso. A gente se respeita e é muito amigo. Eu casei com meu melhor amigo.

E como é ser amigo dos filhos? Porque vocês também têm uma relação muito próxima com os três filhos, certo?
Eu tenho a Jayane, que tem 22 anos, o Caio, que vai fazer 19 em setembro e o Joshua que acabou de fazer 17 anos. Então estou cheia de jovens em casa. Quando eu fui ver o EP novo, eu pedi a opinião deles, porque eu quero que os meus filhos gostem de me ouvir. Eles ouvem, votam, dão opinião em tudo (risos). Como artista eu penso assim: eu não quero perder minha essência, mas em linguagem eu quero fazer música que atinja os meus filhos. Eu não posso perder a oportunidade e o poder que Deus me deu de comunicação. A informação está toda aqui na mão (celular) e ser amigo de filhos hoje é um grande desafio. E como mãe eu quero saber o que acontece na vida deles. Eu falo que eu não sou aquela amiguinha da esquina não, eu sou aquela amiga que vai fazer de tudo para eles vencerem na vida.

E quais são seus próximos projetos para 2020?
Na música a gente tem trabalhado no EP Voz, que foi lançado no final de maio. Lancei o clipe Deus Vem, lancei agora o clipe tema do EP e estou me preparando para lançar o terceiro clipe desse EP. Também estou com um single já pronto que vai ser lançado no final do ano. A gente estava cheio de ideias, mas quando veio esse problema globalmente a gente deu uma segurada para andar mais devagar. E a gente vai revelando de acordo com o que for andando.

Confira a entrevista na íntegra no podcast e no vídeo acima.

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