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Papa reconheceu "martírio" sofrido pela vítima

Pleno.News - 28/10/2020 16h37 | atualizado em 28/10/2020 16h40

Isabel Cristina Mrad Campos morreu aos 20 anos, durante tentativa de estupro Foto: Reprodução

O papa Francisco autorizou o decreto de “martírio”, através do qual a brasileira Isabel Cristina Mrad Campos, que foi assassinada aos 20 anos quando tentava escapar de uma tentativa de estupro, será proclamada beata.

O decreto, juntamente com os de outros veneráveis, foi aprovado nesta terça-feira (27) pelo papa depois de lhe ter sido apresentado pelo novo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o italiano Marcello Semeraro, que substituiu o cardeal Angelo Becciu, afastado por Francisco por seu envolvimento em irregularidades financeiras.

Isabel Cristina Mrad Campos nasceu em 29 de julho de 1962 em Barbacena, em Minas Gerais, em uma família católica e mudou-se em 1982 com seu irmão para a cidade de Juiz de Fora, no mesmo estado, com o objetivo de cursar faculdade de medicina.

No dia 1º de setembro de 1982, quando ela voltou para seu apartamento, um jovem que ela conheceu dias antes tentou abusar dela, mas quando foi rejeitado, ele começou a espancá-la com uma cadeira, torturou-a e esfaqueou a vítima 15 vezes.

Desde sua adolescência fez parte da Associação de Voluntários da Conferência de São Vicente e muitos testemunharam sua ajuda às pessoas com deficiência e aos mais pobres.

Sua morte violenta foi considerada pelos católicos como um verdadeiro martírio e os fiéis compararam a jovem vítima a Santa Maria Goretti, que também morreu lutando contra seu agressor.

Seu túmulo, que está localizado na Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, é um destino para os fiéis que também vêm de partes distantes do Brasil, os jovens colocam em seu túmulo pedidos de orações e agradecimento pelas graças alcançadas.

Além disso, Francisco também autorizou o decreto que aprova as virtudes heróicas do religioso Roberto Giovanni, da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo; nascido em 18 de março de 1903 em Rio Claro, em São Paulo, e faleceu em Campinas, no dia em 11 de janeiro de 1994.

O caminho para a santidade tem várias etapas: a primeira é ser declarado um venerável servo de Deus, a segunda é a beatificação e a terceira é tornar-se um santo.

Venerável Servo de Deus é o título dado a uma pessoa morta que é reconhecida como “tendo vivido as virtudes de forma heróica”.

Para que um venerável ser beatificado, deve ter ocorrido um milagre por sua intercessão, e para que ele seja canonizado, ou seja, elevado a santo, é necessário um segundo milagre realizado “por intercessão” após ser proclamado beatificado.

No caso de reconhecimento de “martírio”, não é necessário que um milagre seja provado.

*Com informações da agência EFE

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