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Agência veta adoção por gays e caso vai à Suprema Corte

Nos EUA, instituição católica foi acusada de preconceito

Ana Luiza Menezes - 05/11/2020 20h34 | atualizado em 05/11/2020 20h47

Suprema Corte dos EUA ouve caso de agência que não deixa gays adotarem crianças Foto: Pixabay

Segundo a CBN News, um caso sobre o tema ‘liberdade religiosa’ foi levado ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos, na quarta-feira (4). O caso foi também o primeiro ouvido pela nova juíza, Amy Coney Barrett, indicada para o posto pelo presidente Donald Trump.

O episódio envolve uma agência de adoção católica da Filadélfia, que teve seus serviços interrompidos após dizer a um repórter que pedidos de homossexuais, que desejassem adotar crianças, seriam encaminhados a outras agências.

Autoridades da Filadélfia consideraram que a atitude da agência, Catholic Social Services (CSS), foi preconceituosa.

O procurador-geral Hashim Mooppan, que defende a CSS, argumentou que existem muitas outras agências de adoção que aceitam casais gays.

– Existem dezenas de agências de adoção disponíveis para atender casais gays na cidade de Filadélfia. E não há evidências de que algum casal gay jamais tenha tentado usar CSS como sua agência – disse Mooppan.

Já Neal Katyal, advogado que representa a cidade da Filadélfia, afirmou que “o governo tem amplos poderes para impor condições a instituições como a CSS”.

A advogada Lori Windham, do escritório de advocacia de liberdade religiosa Becket Fund, que representa mães adotivas católicas que levaram a Filadélfia ao tribunal, disse que “a cidade dizendo a um ministério religioso privado, que vem fazendo esse trabalho há dois séculos, como administrar seus assuntos internos e tenta coagi-lo a fazer declarações contrárias às suas crenças religiosas”.

Ainda de acordo com a CBN News, a Filadélfia estava basicamente exigindo que a agência abandonasse sua crença bíblica sobre casamento. O jornal também destacou que o público LGBT pode procurar outras agências de adoção, na mesma cidade.

Uma das mães adotivas católicas, que levou o caso ao tribunal, disse que a ação da Filadélfia contra a CSS prejudicou crianças que precisavam de famílias.

– Parecia que levei um chute no estômago no dia em que soube que a cidade estava fechando o programa de acolhimento dos Serviços Sociais Católicos, apesar de uma grave escassez de famílias adotivas – declarou Toni Simms-Busch.

A CBN destacou ainda que esse não é um caso isolado e que histórias sobre “os governos reprimindo agências religiosas de adoção que defendem o conceito de casamento entre um homem e uma mulher” estão crescendo.

– Houve fechamentos de agências em todo o país por causa desse mesmo problema – afirmou Windham.

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