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Olimpíadas: COB se pronuncia após falas de nadadora expulsa

Entidade disse não ter desamparado Ana Carolina Vieira

Pleno.News - 30/07/2024 10h41 | atualizado em 30/07/2024 13h46

Ana Carolina Vieira Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) se manifestou sobre a fala emitida pela nadadora Ana Carolina Vieira após ter sido expulsa da delegação brasileira em Paris para os Jogos Olímpicos. O COB negou que a nadadora tenha ficado desamparada após a exclusão, como ela alegou, e confirmou que houve uma denúncia de assédio por parte de Ana Carolina. A entidade, contudo, afirmou que o assunto já foi resolvido.

– Ao longo de todo o processo, Ana Carolina Vieira esteve acompanhada da oficial de Salvaguarda e líder do Esporte Seguro da Missão brasileira em Paris, que lhe prestou apoio. A atleta falou com a mãe, com o psicólogo da delegação, arrumou suas malas e teve acesso irrestrito à alimentação e hidratação antes de se dirigir ao aeroporto – disse o COB, em comunicado.

A entidade apontou que a “eventual denúncia” feita por Ana Carolina não tem relação com o que aconteceu em Paris e, por isso, não será comentada.

– Principalmente, porque tais denúncias são sigilosas e dependem de averiguação da área de compliance, que age com total autonomia em relação ao executivo do COB. É possível informar, contudo, que não existem denúncias pendentes referentes a atletas ou membros do corpo técnico da natação vinculados à CBDA – declarou a entidade.

A atleta foi expulsa da delegação brasileira no último domingo (28). Em comunicado, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) afirmou que o motivo foi a atleta ter deixado a Vila Olímpica, ao lado do também nadador Gabriel Santos, sem autorização. Além disso, foi citada uma reação agressiva da nadadora ao contestar mudanças na formação do revezamento 4×100 metros livre, a única prova que Ana Carolina participou em Paris-2024.

Mais tarde naquele dia, a atleta se pronunciou pelas redes sociais. Ela negou ter apresentado má conduta. E disse ter ficado desamparada após ser excluída da delegação. A nadadora, que mencionou rapidamente ter feito uma denúncia de assédio em outra ocasião, disse que não pôde ser ouvida por um psiquiatra.

O COB afirmou que um psicólogo a acompanhou antes da sua saída na Vila Olímpica.

– Saí de lá [da Vila Olímpica], deixei meus materiais, não sabia o que fazer. Minhas coisas estão lá, fui para o aeroporto de shorts (…). Estou em Portugal, vou para Recife e depois para São Paulo. Estou desamparada – disse a atleta.

E prosseguiu:

– Como eu vou falar com o COB? Já fiz uma denúncia de assédio dentro da seleção e nada foi resolvido – completou.

Essa era a segunda Olimpíada da atleta de 22 anos, que é natural da cidade de São Paulo e atleta do Esporte Clube Pinheiros, uma das equipes mais tradicionais nos esportes olímpicos do país. Em Tóquio, em 2021, ela também participou do revezamento 4×100 metros livre feminino.

No ano passado, Ana Carolina se envolveu em outra confusão, quando brigou com a nadadora Jhennifer Alves durante o Troféu Brasil de natação, disputado no Recife. Jhennifer, que havia conquistado a medalha de ouro nos 100 metros peito, prova na qual Ana Carolina foi bronze, teria trocado provocações com a companheira de profissão, que, segundo os relatos, a agrediu na sequência.

*AE

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