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Lutador de jiu-jítsu recebe golpe proibido e pode ficar paraplégico

Atleta está internado na UTI

Kleber Pizão - 27/08/2026 16h27 | atualizado em 27/08/2026 19h36

Willian Hiroyuki Masuda após golpe proibido no jiu-jítsu Foto: reprodução/internet

O lutador de jiu-jítsu Willian Hiroyuki Masuda, conhecido como Kabuto, está internado na UTI após sofrer um golpe proibido na modalidade durante uma competição realizada no último sábado (22), em Londrina, no norte do Paraná.

Kabuto competia no Super Pro Jiu-Jitsu 2026, no Ginásio de Esportes Moringão, contra Juliano Di Pelli Machado, quando o adversário fez o movimento chamado bate-estaca. Nesse movimento, a vítima do golpe fica suspensa pelo oponente, de ponta-cabeça, e é arremessada com força contra o tatame.

Ao sofrer o impacto, o atleta paranaense perdeu imediatamente os movimentos do tórax para baixo e recebeu atendimento médico no local, sendo encaminhado para o Hospital Evangélico de Londrina. Ele passou por uma cirurgia delicada que durou dez horas e permanece na Unidade de Terapia Intensiva.

De acordo com informações da família, Willian Masuda sofreu fratura nas vértebras C5 e C6, que ficam na região do pescoço. Ele está estável, respira sem ajuda de aparelhos e esboça leves movimentos com os braços, apesar das fortes dores na cervical.

O atleta não tem previsão de alta e ainda não é possível definir se ele conseguirá recuperar completamente os movimentos.

USO DE POLILAMININA
O médico neurocirurgião que acompanha o caso do atleta analisou a possibilidade do uso da terapia experimental, indicada para casos de lesão medular. No entanto, a equipe médica considerou que este caso não é indicado para o tratamento. Segundo a família, Willian não atende a critérios específicos. As condições clínicas e neurológicas permanecerão sendo acompanhadas e não está descartada a possibilidade do tratamento no futuro.

INVESTIGAÇÃO
Dois dias depois do golpe aplicado em Willian Masuda, foi apresentada uma notícia-crime contra Juliano Di Pelli Machado, para que se investigue o caso como lesão corporal gravíssima. O documento destaca uma diferença de cerca de 40 quilos entre os oponentes e classifica o movimento como “ato de elevada periculosidade”.

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