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Japão: Sindicato de médicos quer cancelamento das Olimpíadas

40% dos médicos do país excederam o limite de horas extras

Pleno.News - 13/05/2021 14h34 | atualizado em 13/05/2021 14h48

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Jogos estão previstos para começar em julho deste ano EFE/EPA/Franck Robichon

A União Nacional dos Médicos Japoneses apresentou nesta quinta-feira (13) uma petição ao governo do país para que os Jogos Olímpicos previstos para este ano sejam cancelados, alegando que representam um risco pela possível chegada e propagação de novas variantes do coronavírus.

No documento apresentado ao Ministério da Saúde, o sindicato argumenta que “o maior problema atual é a ameaça de novas variantes” e que, mesmo que os Jogos sejam realizados sem público, com a chegada de atletas e de outros participantes, “não se pode descartar a possibilidade da entrada de variantes de qualquer lugar”.

Essa situação, segundo o sindicato de médicos, representaria um aumento do risco do surgimento de outras mutações do vírus, razão pela qual “não é possível que os Jogos sejam seguros” e eles pedem seu cancelamento.

– Para os atletas vai ser difícil. Mas alguém tem de pedir o cancelamento dos Jogos. É por isso que estamos fazendo isto, porque nós, trabalhadores da saúde, nos vimos forçados a sermos nós a fazê-lo – disse o representante do sindicato dos médicos, Naoto Ueyama, em uma coletiva de imprensa.

Ueyama acredita que “o governo tem a importante missão de proteger a vida dos cidadãos” e afirma que, nesta situação, o Executivo “deve mostrar uma posição clara”.

O sindicato dos médicos começou a expressar publicamente sua oposição à realização dos Jogos após a divulgação do plano de destacar cerca de 10.000 deles para o evento, em um momento de enorme pressão sobre o sistema de saúde devido à quarta onda de Covid-19 que assola o Japão e provocou a declaração de um novo estado de emergência nas regiões mais populosas, incluindo Tóquio.

– Cerca de 40% dos médicos excederam o limite das horas extras e 10% estão trabalhando o dobro do limite legal estabelecido pelos regulamentos sobre morte por excesso de trabalho. Esta escassez absoluta de médicos é um fator que afeta o sistema de saúde e também a vacinação. E o governo está tomando a posição de reduzir o número de médicos em face desta realidade – denunciou o sindicato.

A escassez de recursos de saúde levou três províncias japonesas que irão receber eventos dos Jogos Olímpicos a recusarem-se a reservar leitos hospitalares para os atletas que possam precisar deles no caso de contraírem a Covid-19.

Na manhã desta quinta-feira, o governador da província de Chiba, Toshihito Kumagai, disse que não permitirá que “leitos preciosos para pacientes de Covid-19” sejam ocupados por pessoas ligadas aos Jogos.

As declarações de Kumagai estão em sintonia com as de seu homólogo em Ibaraki, que disse que o Japão deveria considerar a possibilidade de adiar novamente os Jogos ou de cancelá-los para evitar um colapso sanitário, e com as do governador de Kanagawa, que declarou que não dará tratamento preferencial às Olimpíadas enquanto o sistema de saúde estiver lidando com o aumento das infecções por Covid-19.

*EFE

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