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Time da Croácia nega se ajoelhar em protesto contra o racismo

Seleção afirmou que gesto não tem valor em sua cultura

Pleno.News - 10/06/2021 17h10 | atualizado em 10/06/2021 18h22

Seleção da Croácia se nega a ajoelhar em protesto contra o racismo Foto: Reprodução

A Federação Croata de Futebol (HNS, na sigla em croata) anunciou nesta quinta-feira (10), por meio de uma nota oficial em seu site e nas redes sociais, que a Seleção da Croácia e seus jogadores não vão se ajoelhar em forma de protesto contra o racismo antes do início das partidas da Eurocopa, que começa nesta sexta.

De acordo com o comunicado, os croatas se reuniram e decidiram em conjunto não fazer parte desta ação, já que, segundo eles, esse gesto não teria representatividade no contexto da cultura e da tradição do país.

No último domingo, a Croácia perdeu para a Bélgica por 1 a 0, em Bruxelas, em um amistoso de preparação para a Eurocopa. Antes do jogo começar, os jogadores belgas se ajoelharam enquanto os rivais ficaram de pé.

Na nota oficial, os croatas também afirmam que, apesar de eles não se ajoelharem, respeitam o direito de cada indivíduo e cada organização de se manifestar como quiser.

– A Federação Croata de Futebol acredita que os jogadores têm direito à sua própria opinião sobre estes tópicos e que também têm o direito de escolher se querem ou não participar. Os jogadores da seleção croata decidiram em conjunto, antes do amistoso contra a Bélgica, que não iriam se ajoelhar e respeitosamente permaneceram em silêncio durante a ação de seus colegas belgas – prosseguiu.

A HSN disse ainda que não tem como política “impor” determinados comportamentos a seus jogadores.

– A Federação Croata de Futebol não irá impor aos jogadores croatas a obrigação de ajoelhar-se, visto que este gesto não guarda quaisquer laços simbólicos com a luta contra o racismo e a discriminação no contexto da cultura e [das] tradição croatas – completou o comunicado.

O gesto de se ajoelhar foi inspirado no jogador de futebol americano Colin Kaepenick, que, em 2016, negou-se a ficar de pé durante a execução do hino dos Estados Unidos em um jogo da NFL (liga de futebol americano). A ação pretendia chamar atenção para a violência policial contra a população negra. O gesto foi adotado pelos jogadores de futebol do campeonato inglês durante a temporada 2019/2020, após o assassinato de George Floyd.

*Estadão

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