Entenda como será a Copa do Mundo de 2026

Edição terá uma série de novidades, que vai das sedes às regras do campeonato

Pleno.News - 13/06/2018 15h51

Candidatura norte-americana venceu o projeto do Marrocos para sediar a Copa de 2026 Foto: Pixabay

A Fifa anunciou nesta quarta-feira (13) que a Copa do Mundo de 2026 será sediada por México, Canadá e Estados Unidos. Esta é a primeira vez que o torneio será disputado em três países simultaneamente. A candidatura norte-americana venceu o projeto apresentado por Marrocos em eleição realizada hoje por 134 votos a 65.

Mas esta não é a única grande alteração na estrutura do evento. Talvez nem seja a principal, afinal, esta será a primeira Copa com a participação de 48 seleções, o que significa mais partidas e uma mudança no formato de disputa.

Confira como será a Copa do Mundo 2026:

1. Três países organizadores.

Pela primeira vez, a organização do Mundial será divida entre três nações, mas os Estados Unidos receberão 75% dos jogos (60 dos 80 programados). A única experiência prévia de sede compartilhada foi em 2002, quando o torneio ocorreu na Coreia do Sul e no Japão.

2. 48 seleções e minitorneio de repescagem.

O Mundial norte-americano também será o primeiro com 48 seleções, 16 a mais que nas edições anteriores, o que modificará as cotas de vagas por continente.

A Europa terá 16 (contra os 13 atuais), a África nove (cinco), a Ásia oito (quatro), a América do Sul seis (quatro), Américas do Norte e Central seis (três) e a Oceania contará com uma seleção (atualmente, o melhor time do continente precisa passar por uma repescagem mundial).

As outras duas vagas sairão de um minitorneio de repescagem com seis equipes: uma por confederação, com exceção da Uefa, que terá duas concorrentes. Será jogado em partida única e haverá dois cabeças-de-chave estabelecidos de acordo com o ranking da Fifa, que passarão diretamente para as semifinais. Os finalistas terão presença garantida na Copa.

3. 80 partidas, com rodada de 16 avos de final (32 equipes e 16 partidas) , em 32 dias de competição.

Apesar do número de partidas passar de 64 para 80, o que vai exigir uma rodada a mais de mata-mata, o torneio não terá duração ampliada, permanecendo em 32 dias.

Isso será possível porque serão 16 grupos de três equipes e não mais os oito de quatro seleções, como acontece atualmente. A classificação de dois times por chave prossegue.

4. Partida de abertura no Azteca, Rose Bowl ou MetLife.

A proposta norte-americana tem um projeto de 16 sedes, oferecendo três cidades para abrigar a partida inaugural: Cidade do México, Los Angeles e Nova Iorque. No caso do México, o estádio Azteca se tornaria no primeiro da história a abrigar três aberturas de Copa.

5. Final nos Estados Unidos: Los Angeles, Nova Iorque ou Denver.

A proposta tripla apresentou as três cidades como opções para a decisão. Vale lembrar que o Rose Bowl, em Los Angeles, foi palco do tetracampeonato do Brasil, em 1994.

6. Custos de US$ 2,16 bilhões (R$ 8 bilhões) e receita de US$ 14,3 bilhões (cerca de R$ 53 bilhões).

O orçamento exposto pela candidatura tripla prevê um lucro quase sete vezes maior que os gastos estimados para organizar o torneio. A receita também é o dobro da prometida por Marrocos.

*Com informações da Agência EFE

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